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EUA planejam construir base militar com capacidade para 5 mil soldados efetivos em Gaza

O governo dos Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, planeja instalar uma base militar na Faixa de Gaza com capacidade para até 5.000 soldados. A informação foi divulgada em 19 de fevereiro de 2026 pelo jornal britânico The Guardian, com base em documentos contratuais ligados ao chamado “Conselho de Paz para Gaza”. O complexo ocupará cerca de 147 hectares e funcionará como quartel-general de uma força multinacional supervisionada por essa estrutura paralela à ONU.


ANADOLU; Faixa de Gaza. 2023
ANADOLU; Faixa de Gaza. 2023

De acordo com os documentos citados pelo The Guardian, o contrato de construção foi elaborado sob supervisão direta de autoridades contratantes estadunidenses e inclui exigências técnicas detalhadas, como levantamentos geofísicos para identificar túneis, cavidades e poços subterrâneos — referência direta à rede de infraestrutura do Hamas em Gaza. O texto também estabelece um “protocolo para restos mortais”, determinando a interrupção imediata das obras caso sejam encontrados corpos ou artefatos culturais. A cláusula dialoga com dados da Defesa Civil de Gaza, que estima cerca de 10.000 palestinos ainda soterrados sob escombros após ataques israelenses.


A localização exata da base não foi oficialmente confirmada, mas a maior parte do sul da Faixa de Gaza permanece sob controle do regime israelense, o que indica a construção em área militarmente ocupada. Questionado pelo jornal britânico, um funcionário do governo estadunidense recusou-se a comentar o contrato, afirmando apenas: “Não vamos falar sobre os documentos vazados”. O silêncio oficial reforça a opacidade de um projeto que envolve presença militar estrangeira em território devastado e sem soberania efetiva.


O chamado Conselho de Paz para Gaza, estrutura que supervisionaria a força multinacional, foi criado por Donald Trump em 2016 como parte de um plano de 20 pontos para a região. Inicialmente apresentado como mecanismo para monitorar cessar-fogo e reconstrução, o conselho passou a operar como uma instância paralela à ONU, exigindo inclusive pagamento de até US$ 1 bilhão para adesão permanente. Sua primeira reunião em Washington ocorreu sem qualquer representante palestino, enquanto delegados israelenses participaram como palestrantes, evidenciando a exclusão direta do povo que vive no território ocupado.


Diversos países europeus manifestaram oposição à estrutura, e o México recusou participação por não reconhecer legitimidade a um conselho que ignora a representação palestina. Organizações de direitos humanos, como a Human Rights Watch, criticaram a iniciativa e defenderam o fortalecimento de mecanismos multilaterais legítimos. Ainda assim, o projeto segue em curso, articulando interesses militares, econômicos e geopolíticos de aliados ocidentais na região.



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