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Coreia do Norte apresenta novos lançadores múltiplos de foguetes de 600 mm com capacidade nuclear

A Coreia do Norte apresentou em 19 de fevereiro de 2026, em Pyongyang, um novo sistema de lançadores múltiplos de foguetes de 600 mm com capacidade nuclear. A cerimônia foi supervisionada pelo líder Kim Jong-un e divulgada pela agência estatal KCNA, que classificou o armamento como tecnologicamente “único no mundo”. A demonstração ocorre em um cenário regional marcado por escalada militar, vigilância aérea e pressões geopolíticas associadas à presença militar estadunidense no Leste Asiático.


Kim Jong-un, líder da Coreia do Norte
Kim Jong-un, líder da Coreia do Norte

O novo sistema apresentado consiste em um lançador múltiplo de foguetes capaz de disparar ogivas de grande alcance em direção à Coreia do Sul, consolidando o programa de modernização militar norte-coreano. A KCNA destacou que a arma atende a objetivos estratégicos de defesa nacional e fortalece a capacidade de resposta do país diante de ameaças externas. Segundo a divulgação oficial, Kim classificou o sistema como “uma arma maravilhosa”, expressão também citada por veículos de imprensa internacionais.


A apresentação ocorre após uma série de testes de mísseis e operações de monitoramento aéreo realizadas por Pyongyang nos últimos meses. Entre os episódios recentes, autoridades norte-coreanas relataram a derrubada de um drone que teria se aproximado do território nacional. Esses movimentos indicam um aumento da vigilância militar na região, em meio a exercícios militares conjuntos realizados por forças estadunidenses e sul-coreanas.


A intensificação militar na península coreana está inserida em um contexto geopolítico mais amplo, no qual a presença militar estadunidense e a política de alianças regionais ampliam o cerco estratégico ao território norte-coreano. A resposta de Pyongyang, ao desenvolver e exibir novos sistemas de armas, busca consolidar sua capacidade de dissuasão diante de décadas de sanções econômicas, isolamento diplomático e ameaças de intervenção.


O dirigente Kim Yo-jong, figura central na estrutura política do país, comentou recentemente a promessa de Seul de evitar incursões militares, indicando abertura limitada ao diálogo, mas reafirmando a postura de firmeza do governo norte-coreano. Ainda assim, a escalada de armamentos revela que a lógica predominante segue sendo a da dissuasão armada, sustentada por uma arquitetura de poder regional fortemente influenciada por interesses militares estadunidenses.


O anúncio do novo sistema ocorre em paralelo ao Nono Congresso do Partido dos Trabalhadores da Coreia, que deve formalizar diretrizes de modernização militar e fortalecimento do arsenal estratégico. Ao apresentar publicamente o lançador nuclear, o governo de Pyongyang reforça sua estratégia de projeção de poder e sinaliza que continuará investindo em capacidades bélicas como forma de garantir soberania diante de pressões externas.


A demonstração militar norte-coreana, portanto, não pode ser dissociada do histórico de intervenções, sanções e disputas geopolíticas na região, nas quais a presença e os interesses estadunidenses exercem papel central.

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