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Relatora da ONU critica membros 'submissos' a EUA e Israel na organização

A relatora especial da ONU para os Territórios Palestinos Ocupados, Francesca Albanese, criticou em 24 de fevereiro de 2026 a postura de governos ocidentais diante das ações de Israel contra a população palestina. Em entrevista concedida à emissora Al-Mamlaka TV na segunda-feira, 23 de fevereiro, ela afirmou que muitos Estados seguem cedendo à pressão de Washington e de Tel Aviv. A relatora advertiu que essa subserviência compromete o multilateralismo e perpetua práticas coloniais. Albanese também defendeu a interrupção imediata do envio de armas a Israel como medida concreta para conter a violência. Suas declarações ocorrem em meio ao agravamento do genocídio palestino iniciado após 7 de outubro de 2023.


Francesca Albanese
Francesca Albanese

Na entrevista, Albanese afirmou que condenações formais sem medidas efetivas “permanecem palavras vazias” e não impedem a continuidade das violações. Ela insistiu que o fornecimento de armamentos a Israel deve ser interrompido para evitar a continuidade das operações militares contra civis. Segundo a relatora, a impunidade acumulada ao longo de décadas criou um cenário em que a violência sistemática contra palestinos se mantém sem responsabilização internacional.


A representante da ONU também denunciou o uso político da acusação de antissemitismo para silenciar críticas às ações do Estado israelense, sobretudo em países europeus. Para Albanese, o problema não reside em preconceitos religiosos, mas nas práticas concretas de um regime que mantém políticas de colonização e segregação contra a população palestina. Ela afirmou que não há equivalência entre críticas a políticas estatais e preconceito religioso, e que a confusão deliberada serve para bloquear responsabilizações.


Sobre a chamada “limpeza étnica”, Albanese explicou que se trata de um processo de esvaziamento territorial da Palestina, historicamente orientado a restringir o território exclusivamente a uma população judaica. Ela citou declarações de autoridades israelenses que oferecem aos palestinos apenas duas opções: abandonar suas terras ou permanecer sob opressão permanente. A relatora enfatizou que os palestinos rejeitam ambas as alternativas e resistem à expulsão.


Albanese concluiu que “hoje, os palestinos estão atravessando os momentos mais difíceis de sua história”, destacando a ausência de ações concretas por parte da comunidade internacional. Dados das autoridades de saúde de Gaza indicam que, desde 7 de outubro de 2023, mais de 72 mil palestinos foram mortos e mais de 172 mil ficaram feridos, a maioria mulheres e crianças. Relatórios independentes, como os citados pela revista médica The Lancet, apontam que o número real de mortos pode ser até 50% maior. Apesar da gravidade dos dados, a continuidade do apoio político e militar de governos ocidentais — em especial do governo estadunidense — mantém o cenário de impunidade e prolonga o genocídio em curso.

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