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“Crime fascista e premeditado”: Hamas condena profanação e ataque israelense contra mesquita na Cisjordânia

Um ataque incendiário contra uma mesquita na Cisjordânia ocupada elevou a tensão nos territórios palestinos. Colonos israelenses atearam fogo à mesquita Abu Bakr al-Siddiq, situada entre as localidades de Sarra e Tal, a oeste de Nablus. O movimento Hamas classificou a ação como “crime fascista e premeditado” em comunicado divulgado no dia 24 em seu canal oficial no Telegram.


Hamas I arquivo
Hamas I arquivo

De acordo com fontes locais, os colonos invadiram a mesquita durante a madrugada de segunda-feira, despejaram material inflamável na entrada e atearam fogo ao edifício. As paredes foram pichadas com slogans racistas e provocativos contra árabes e muçulmanos. Moradores da região relataram danos significativos à estrutura e à área de oração.


Em comunicado oficial, o Hamas afirmou que o incêndio constitui “um crime fascista e premeditado” e denunciou que o ataque faz parte de uma série de agressões contra locais sagrados islâmicos na Cisjordânia ocupada. A organização destacou que essas ações refletem políticas de ocupação destinadas a produzir medo, fragmentação social e controle territorial sobre a população palestina.

O movimento também convocou a população palestina a organizar mobilizações para proteger mesquitas e locais sagrados. Além disso, apelou à Organização das Nações Unidas e a organismos internacionais de direitos humanos para que condenem o ataque, responsabilizem os autores e investiguem autoridades do governo de ocupação por incitação pública a atos de violência contra civis e locais religiosos.


O incêndio ocorreu durante o mês do Ramadã, período em que historicamente aumentam as restrições e incursões militares em áreas de culto islâmico. Nos últimos dias, autoridades de ocupação intensificaram limitações ao acesso de fiéis à Mesquita Al-Aqsa, em Al-Quds (Jerusalém), considerada o terceiro local mais sagrado do Islã.


Relatos indicam que incursões frequentes, detenções de guardas religiosos e repressão a fiéis têm sido utilizadas para alterar o chamado “status quo histórico” da mesquita, que regula o uso e a administração do local sagrado. Essas medidas são apontadas por entidades palestinas como parte de um projeto colonial mais amplo de controle administrativo e militar sobre os espaços religiosos.


Esse cenário, somado à expansão de assentamentos e à repressão sistemática da população palestina, consolida uma política de anexação de fato e intensificação do genocídio em curso desde outubro de 2023.


Ao denunciar o ataque, o Hamas afirmou que a proteção dos locais sagrados se tornou uma prioridade urgente diante da escalada de violência.

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