MST manifesta solidariedade à Venezuela e condena ofensiva militar dos EUA
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O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) divulgou neste sábado (3) uma nota pública em que condena o ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela e manifesta solidariedade ao povo venezuelano. A organização classifica a ação como uma violação da soberania nacional e afirma que a ofensiva se insere em uma escalada de pressões políticas, econômicas e militares contra o país sul-americano.

Na nota, o MST afirma ter recebido durante a madrugada informações sobre o ataque norte-americano à Venezuela e avalia a operação como o ponto mais recente de uma série de ações que, segundo o movimento, vêm sendo conduzidas há anos contra a soberania venezuelana. O texto atribui a ofensiva ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a descreve como um ato de guerra.
O movimento sustenta que a política externa dos EUA em relação à Venezuela tem como motivação central interesses estratégicos e econômicos, especialmente ligados ao petróleo. Segundo o MST, desde o início da Revolução Bolivariana, ainda durante o governo de Hugo Chávez, Washington teria buscado reverter o processo político venezuelano e retomar influência direta sobre os recursos naturais do país.
De acordo com a organização, medidas como embargos econômicos, tentativas de desestabilização política, sanções internacionais e pressões diplomáticas fariam parte de uma estratégia contínua para enfraquecer o governo venezuelano. O MST afirma que, nos últimos meses, essas ações teriam se intensificado com a presença de meios militares norte-americanos na região, como navios de guerra, aeronaves e tropas.
A nota também menciona episódios recentes envolvendo apreensão de navios petroleiros e a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, apresentada pelo governo dos Estados Unidos. Para o MST, esses acontecimentos reforçam a avaliação de que a ofensiva tem caráter econômico e geopolítico, e não estaria relacionada à defesa da democracia ou dos direitos humanos.
O movimento associa a atual crise à retomada de uma política de intervenção dos Estados Unidos na América Latina, citando a Doutrina Monroe como referência histórica de ações destinadas a manter a influência norte-americana na região. Segundo o MST, Washington demonstraria preocupação com o fortalecimento de projetos políticos considerados anti-imperialistas no Sul Global.
No comunicado, o MST reafirma apoio à Revolução Bolivariana e declara solidariedade ao povo venezuelano diante do agravamento do conflito. A organização informa ainda que estudantes, militantes e dirigentes ligados ao movimento que se encontram na Venezuela estão em segurança e em áreas que não foram atingidas pelos ataques.
Por fim, o MST convoca organizações populares do Brasil e de outros países a se mobilizarem em apoio à Venezuela, destacando a necessidade de solidariedade internacional em um contexto de instabilidade política e militar na região. A nota foi divulgada em São Paulo, com data de 3 de janeiro.



















































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