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Nigéria rejeita pressão dos EUA para receber deportados

A Nigéria anunciou que não aceitará migrantes estrangeiros deportados dos Estados Unidos, mesmo diante da decisão de outros países africanos de firmarem acordos semelhantes com Washington. Segundo o jornal The Punch, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Kimiebi Ebienfa, afirmou que o país enfrenta “múltiplos desafios domésticos” e não assumirá “bagagem adicional” vinda do exterior.


“Temos nossos próprios problemas. Não cederemos a pressões para aceitar deportados, seja qual for a posição de outras nações”, declarou Ebienfa, reforçando que qualquer decisão será tomada apenas após avaliar as implicações para a segurança nacional.


Los Angeles, em 8 de junho de 2025. REUTERS I Daniel Cole
Los Angeles, em 8 de junho de 2025. REUTERS I Daniel Cole

A posição surge em meio a uma ofensiva dos EUA para fechar acordos com países terceiros, a fim de deportar migrantes considerados ameaça à sua segurança. Recentemente, Ruanda concordou em receber até 250 pessoas, em troca de apoio financeiro de Washington. Eswatini e Sudão do Sul também receberam deportados, embora os detalhes desses pactos não tenham sido divulgados.


No caso do Sudão do Sul, a recusa inicial em aceitar cidadãos levou os EUA a suspender vistos para portadores de passaporte sul-sudanês. A medida foi descrita pelo secretário de Estado, Marco Rubio, como temporária, condicionada à cooperação total do país.


As tensões com a Nigéria já vinham aumentando desde julho, quando Washington restringiu a duração e impôs novas condições para vistos de não imigrantes. O chanceler nigeriano, Yusuf Tuggar, classificou tais restrições e aumentos de tarifas como estratégias coercitivas, alegando que o objetivo seria forçar países africanos a aceitar deportações, inclusive de pessoas presas nos EUA.

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