Exército israelense usa Dia da Mulher para promover presença feminina em genocídio contra mulheres palestinas
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No Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março de 2026, as Forças de "Defesa" de Israel divulgaram dados e imagens exaltando a participação feminina na Operação “Leão Rugidor”. Segundo o próprio exército israelense, mulheres já representam 21,2% das tropas de combate, contra 7,2% em 2015. Cerca de 20% dos reservistas convocados para a atual campanha militar também são mulheres, de acordo com números divulgados pelos militares. A iniciativa foi apresentada como prova de ampliação do acesso feminino às funções militares operacionais.

Os dados foram publicados neste domingo (8) juntamente com fotografias e relatos de militares mulheres em atuação na operação batizada pelo exército israelense de “Leão Rugidor”. De acordo com os números oficiais, mais de 90% das funções militares dentro das Forças de Defesa de Israel estão atualmente abertas à participação feminina.
A divulgação fez parte da campanha institucional preparada para o Dia Internacional da Mulher, na qual o exército israelense destacou o aumento gradual da presença feminina em unidades operacionais e de combate ao longo da última década. Em 2015, segundo os próprios dados militares, mulheres representavam apenas 7,2% da força de combate.
Entre os exemplos apresentados pelas Forças de Defesa de Israel estão três reservistas identificadas apenas como Neomi, Shani e Nastia. As três aparecem em imagens divulgadas pelo exército com os rostos desfocados, já que permanecem em serviço ativo.
O comando militar afirmou que mulheres estão atuando tanto em funções de linha de frente quanto em posições de apoio logístico e operacional dentro da campanha atual. As Forças de "Defesa" de Israel sustentam que a ampliação da presença feminina nas forças armadas é resultado de um processo institucional de longo prazo voltado à abertura de cargos operacionais e de combate.

A divulgação desses números ocorre enquanto Israel mantém operações militares contínuas na Faixa de Gaza e em outros territórios palestinos, cenário que organizações internacionais e diversos governos denunciam como parte do genocídio contra a população palestina iniciado após 7 de outubro de 2023. A campanha militar israelense mobilizou dezenas de milhares de reservistas, entre os quais aproximadamente um quinto são mulheres, segundo os dados apresentados pelo próprio exército.

























