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Protestos em Moçambique se intensificam, com enfrentamentos e bloqueios nas ruas


Em Maputo, manifestações contra os resultados das eleições gerais de 9 de outubro voltaram a paralisar as ruas nesta sexta-feira. Centenas de manifestantes bloquearam a Avenida Acordos de Lusaka, no centro da capital moçambicana, queimando pneus e impedindo o tráfego. Os protestos, que são liderados pelo candidato presidencial Venâncio Mondlane, exigem a anulação dos resultados eleitorais, com Mondlane contestando a vitória de Daniel Chapo, da Frelimo, que foi declarado vencedor pela Comissão Nacional de Eleições (CNE).



Os manifestantes alegam abusos por parte da polícia, que teria levado alguns deles para a delegacia antes do início dos protestos. Em meio aos bloqueios, os militares chegaram para tentar "restaurar a ordem", mas enfrentaram dificuldades.


A tensão tem aumentado desde a divulgação dos resultados eleitorais, que colocaram Mondlane em segundo lugar. De acordo com a ONG Plataforma Eleitoral Decide, os protestos desde o final de outubro já resultaram em pelo menos 88 mortes, 274 feridos a bala e 3.450 detenções.


Mondlane continua a incitar novas manifestações em todo o país, com paralisações programadas até 11 de dezembro, com a paralisação do tráfego das 08h00 às 16h00. O candidato não reconhece os resultados da eleição, que ainda precisam ser validados pelo Conselho Constitucional.


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