"Trump não reiniciará a guerra EUA-Irã a menos que seja necessário." Vance
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O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não pretende retomar ações militares contra o Irã sem um objetivo definido. As declarações foram feitas enquanto negociações indiretas entre Washington e Teerã avançam em Doha por meio de canais diplomáticos. O governo estadunidense também mantém a ameaça de resposta caso o Irã retome atividades nucleares ou ataques a embarcações comerciais.

JD Vance declarou a jornalistas na quarta-feira que o envio de forças armadas estadunidenses não ocorrerá sem necessidade, vinculando qualquer escalada militar a condições específicas definidas pela Casa Branca. Ele afirmou que qualquer tentativa iraniana de reconstruir seu programa nuclear ou atingir navios comerciais alteraria a estratégia de Washington, mantendo a possibilidade de ação militar como instrumento de pressão. Ao mesmo tempo, confirmou que as conversas em Doha seguem em curso e são conduzidas por meio de intermediação, sem contato direto entre os dois governos.
Segundo Vance, o governo dos Estados Unidos mantém foco em uma negociação por “boa-fé” e afirma que as discussões recebem tempo para possível avanço. O vice-presidente também comentou a política interna iraniana, dizendo que parte da sociedade em Teerã estaria revisando décadas de governo, enquanto outros setores permaneceriam ligados a posições anteriores.
Donald Trump declarou que o processo de desnuclearização do Irã avança, enquanto os enviados Steve Witkoff e Jared Kushner estão em Doha participando das articulações diplomáticas. Em junho, Estados Unidos e Irã chegaram a um memorando de entendimento para encerrar a guerra iniciada no fim de fevereiro, com previsão de reabertura do Estreito de Ormuz e suspensão do bloqueio estadunidense a portos iranianos, enquanto negociações seguem para um acordo final que inclui o programa nuclear.
O governo iraniano negou a existência de reuniões diretas com representantes estadunidenses, afirmando que todas as conversas ocorrem por meio de intermediários diplomáticos.












































