

Bolsonaro: Fracassado até para Golpes
1 de ago. de 2024
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A história recente do Brasil está marcada por um capítulo bizarro, protagonizado por um homem que, além de ter falhado como homem, como militar, como ser humano e, principalmente, como presidente mostrou-se incapaz até mesmo para arquitetar um golpe de Estado. Jair Bolsonaro, figura que já carregava o estigma de ser um líder despreparado e desalinhado com as necessidades de qualquer um que liderava, agora é acusado de liderar uma tentativa fracassada de golpe. E, como era de se esperar, ele não conseguiu nem isso direito.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) expôs um esquema que beira o ridículo, mas que não deixa de ser perigoso. Bolsonaro e seus capangas, em vez de agirem como estadistas, comportaram-se como amadores em um filme de péssima qualidade. A tentativa de golpe, que incluía desde a edição de decretos inconstitucionais até planos absurdos como o assassinato de Lula, Alckimin e Alexandre de Moraes, foi tão mal planejada que parece mais uma piada de um palhaço falido do que um ataque real à democracia; no entanto, não se engano, foi por pouco.

O que chama a atenção não é apenas a gravidade dos crimes, mas a incompetência com que foram executados. Bolsonaro, que passou anos semeando o caos nas instituições e no sistema eleitoral, não conseguiu sequer convencer os militares de sua base de apoiadores a realizarem a insurreição. O general Freire Gomes, então comandante do Exército, rejeitou a proposta golpista, deixando claro que, mesmo entre os quartéis, Bolsonaro não tinha o respaldo que imaginava.
E não para por aí. O ex-presidente, em sua ânsia autoritária, chegou a interferir no relatório das Forças Armadas sobre as urnas eletrônicas, determinando que o texto sugerisse fraudes inexistentes. Essa manipulação grosseira, longe de fortalecer sua narrativa, apenas evidenciou sua falta de escrúpulos e sua incapacidade de agir com base em fatos. Bolsonaro não só falhou em provar suas alegações, como também expôs ao mundo sua disposição para mentir e distorcer a realidade em benefício próprio.
Os acampamentos em frente aos quartéis, que deveriam ser o epicentro de sua revolução, transformaram-se em um fiasco. Em vez de mobilizar as Forças Armadas, Bolsonaro conseguiu apenas reunir um bando de fanáticos que, no dia 8 de janeiro, invadiram as sedes dos Três Poderes em um ato de vandalismo que manchou ainda mais sua já desgastada imagem. O resultado? Um golpe que não aconteceu, uma insurreição que não se concretizou e uma democracia que, apesar de abalada, permanece de pé.
E, como se não bastasse, o plano de assassinar Lula e Alexandre de Moraes, batizado de "Punhal Verde Amarelo", foi tão mal elaborado que acabou sendo descoberto antes mesmo de ser colocado em prática. Bolsonaro, que se gaba de ser um "homem de ação", mostrou-se incapaz de coordenar até mesmo um ataque contra seus adversários.
Agora, o ex-presidente enfrenta a possibilidade de passar mais de 30 anos na prisão, condenado não apenas por seus crimes, mas por sua incompetência. Bolsonaro, que nunca foi capaz de governar o país, provou que também não é capaz de destruí-lo. Sua tentativa de golpe foi, como tudo em sua trajetória, um fracasso retumbante.
Enquanto isso, o Brasil segue adiante, esperando o momento de comemorar, mostrando que, apesar dos pesares, sua democracia é mais forte do que os delírios autoritários de um ser que, no fim das contas, não passou de um fracassado. Bolsonaro não só falhou como presidente, mas também como golpista. E, para o bem do país, que ele continue falhando em tudo o que tentar.
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