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Depois de abrir as portas do fim do mundo, EUA emitem alerta de segurança mundial

27 de mai. de 2024

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A nova escalada militar entre Estados Unidos, Irã e Israel revela, mais uma vez, os efeitos desastrosos da política externa beligerante promovida por Donald Trump. No último sábado (21), o republicano ordenou o bombardeio de três instalações nucleares iranianas — Fordow, Natanz e Isfahan — intensificando uma crise regional que já vinha se agravando desde os ataques israelenses iniciados em 13 de junho.


O resultado? Um planeta à beira de um conflito generalizado, com o Departamento de Estado emitindo um alerta de segurança global, pedindo que cidadãos estadunidenses no exterior adotem “cautela redobrada”. A recomendação vem acompanhada de manuais de sobrevivência e orientações para eventuais emergências — reflexo direto de uma política externa que se mostra cada vez mais descolada de qualquer racionalidade diplomática.



Enquanto isso, o comunicado oficial norte-americano ignora convenientemente sua própria responsabilidade: nenhuma menção aos bombardeios dos EUA contra o Irã, nem às consequências catastróficas dessa decisão. É como se o império pudesse lançar mísseis e depois pedir calma ao mundo, como se nada tivesse acontecido. Fico me perguntando: – Será Donald Trump assim tão idiota? – Será que o governo (generais, conselheiros e outros filhos da puta) não pesam as consequências de seus atos?


A resposta da comunidade internacional também expõe o tamanho do desastre. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) convocou uma reunião de emergência nesta segunda-feira (23), enquanto o Conselho de Segurança da ONU já realizou sua terceira sessão extraordinária em menos de duas semanas; lembrando que nenhuma delas deu em nada. O secretário-geral da ONU, António Guterres, não poupou palavras: os ataques a instalações nucleares representam “uma mudança perigosa em uma região que já está em crise”, mas também não passou disso.


Mais do que uma medida de segurança, o alerta global dos EUA é uma confissão silenciosa do caos que criaram. Uma tentativa de blindar seus cidadãos das consequências de um governo que transformou o planeta num tabuleiro de "WAR" para alimentar o ego de um presidente obcecado por demonstrações de força que, aliás, não tem!


Trump, que desdenha de acordos multilaterais e sabota pontes diplomáticas, volta à cena internacional como um agente do caos. Sua decisão de atacar o Irã não apenas agrava o conflito com Teerã, como também ameaça desestabilizar todo o Oriente Médio — e por extensão, o próprio equilíbrio global.


O cenário atual não é fruto do acaso. É consequência direta de escolhas políticas baseadas na arrogância, na sede de poder e na recusa em dialogar; e aqui, devemos lembrar que a culpa também é do eleitorado estadunidense que votou nesse boçal, aqueles que queriam uma "América Grande Novamente", agora verá seus filhos voltando para casa em caixões.


O mundo paga o preço. E os Estados Unidos, mais uma vez, tentam fugir das responsabilidades que eles próprios fabricaram.

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