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Israel ataca deliberadamente três hospitais em Teerã em uma semana

1 de ago. de 2024

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O Ministério da Saúde do Irã denunciou, nesta sexta-feira (20), que três hospitais foram deliberadamente atacados por forças israelenses em Teerã em menos de uma semana, configurando, segundo autoridades iranianas, uma grave violação do direito internacional humanitário.


Um homem carrega sua filha ferida após um ataque aéreo israelense. ©Abedin Taherkenareh EPA
Um homem carrega sua filha ferida após um ataque aéreo israelense. ©Abedin Taherkenareh EPA

De acordo com um comunicado oficial, o mais recente ataque ocorreu nas primeiras horas da manhã, por volta das 4h45, atingindo uma unidade hospitalar na capital iraniana. “Outro hospital em Teerã foi atacado com foguetes pelo regime sionista”, informou o Dr. Hossein Karampur, diretor do Departamento de Relações Públicas do ministério.


Os dois ataques anteriores também envolveram hospitais civis, incluindo um hospital infantil, que resultou em múltiplos feridos e destruição parcial da estrutura médica. A sequência de bombardeios a instalações de saúde provocou reações indignadas de profissionais do setor e da sociedade civil iraniana.


Ataques israelenses contra alvos civis em Teerã. Junho de 2025. ©TRTWorld
Ataques israelenses contra alvos civis em Teerã. Junho de 2025. ©TRTWorld

Além dos três hospitais, o ministério confirmou que pelo menos seis ambulâncias e um centro de atendimento médico foram atingidos diretamente por mísseis israelenses desde o início das hostilidades, em 13 de junho. Em um dos ataques, uma médica da Universidade de Ciências Médicas de Teerã foi morta junto a seu marido e a uma criança de três anos.


O bombardeio ao Hospital Farabi, localizado na cidade de Kermanshah, oeste do país, também entrou na lista de alvos atingidos por mísseis israelenses nesta semana. O Ministério das Relações Exteriores do Irã classificou o episódio como um crime de guerra, denunciando o ataque à comunidade internacional e a organizações de direitos humanos.


Apesar da gravidade dos acontecimentos, ativistas iranianos afirmam que as reações da comunidade internacional têm sido tímidas ou inexistentes. “A falta de condenação explícita e ações concretas diante de ataques a hospitais revela uma seletividade perigosa na aplicação do direito internacional”, apontou um comunicado conjunto de organizações médicas iranianas.


O governo iraniano afirmou que os ataques contra estruturas de saúde representam uma violação direta das Convenções de Genebra, que protegem civis e instalações médicas em tempos de conflito. De acordo com o direito internacional humanitário, hospitais e ambulâncias não podem ser alvos militares, a menos que estejam sendo usados para fins hostis — o que, segundo Teerã, não se aplica a nenhum dos casos.


O Irã tem sustentado que sua resposta militar — por meio da Operação Promessa Verdadeira III — visa exclusivamente alvos militares israelenses, como bases estratégicas e sistemas de defesa, ao passo que acusa Tel Aviv de direcionar seus bombardeios contra civis, jornalistas e hospitais.


O Ministério da Saúde do Irã afirmou que continuará denunciando internacionalmente os ataques, exigindo a responsabilização do regime israelense por crimes de guerra cometidos em território iraniano.


Fonte: HispanTV

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