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- Israel mata dois irmãos em Gaza enquanto coletavam papelão para uso doméstico
Dois irmãos palestinos foram mortos em ataques israelenses com intervalo de semanas no sul da Faixa de Gaza. As mortes ocorreram enquanto coletavam papelão para uso doméstico em meio ao bloqueio de energia e combustível. Dados locais apontam mais de 210 crianças mortas desde o início do cessar-fogo citado. ARQUIVO Fontes locais em Gaza informaram que Adel Al-Najjar, de 9 anos, morreu na terça-feira em ataque aéreo israelense a leste de Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza. Aeronaves israelenses atingiram a área enquanto o menino recolhia papelão usado pela família para cozinhar e iluminação. Relatos de familiares indicam corte no fornecimento de eletricidade desde outubro de 2023 e restrições à entrada de gás de cozinha e combustível no território. Sabreen Al-Najjar, parente da família, declarou: “Não temos gás. Recolhemos papelão para assar, eles querem comer; querem beber”. Suhaib Al-Najjar, outro parente, afirmou no necrotério, em relato citado pela Reuters: “Não é vergonhoso o que está acontecendo conosco? Não é vergonhoso que enterremos nossos filhos todos os dias, bem diante dos nossos olhos? Não é vergonhoso? Juro por Deus, nossos corações estão partidos por essas crianças”. Registros de jornalistas e relatos locais indicam que o irmão de Adel foi morto em circunstâncias semelhantes cerca de um mês antes, na mesma região. Em vídeo divulgado em redes sociais, o pai das crianças confirmou que Adel era o segundo filho morto em ataques atribuídos a Israel. O Ministério da Saúde palestino registrou mais de 818 palestinos mortos desde o início do cessar-fogo citado, incluindo mais de 210 crianças. Dados locais apontam mais de 30 mortes no mês corrente. Autoridades de saúde informam mais de 72 mil palestinos mortos desde 7 de outubro de 2023, início do genocídio em Gaza. Um relatório da organização Save the Children divulgado em setembro registra mais de 20 mil crianças mortas no período, com registro de mais de mil menores de um ano e milhares de casos de ferimentos, traumas e separação familiar. O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para Direitos Humanos, por meio de Volker Türk, declarou: “o padrão implacável de assassinatos” reflete a “impunidade generalizada” de Israel. “Nos últimos 10 dias, palestinos continuam sendo mortos e feridos no que restou de suas casas, abrigos e tendas de famílias deslocadas, nas ruas, em veículos, em um centro médico e em uma sala de aula”, disse Volker Türk. O Ministério da Saúde palestino e organizações locais informam mais de 2.400 violações do cessar-fogo iniciado em outubro, com bloqueio de entrada de ajuda humanitária e continuidade de ataques.
- Truculência e ilegalidade: a PM do Tocantins a serviço do latifúndio na terra da União
O Estado de Tocantins registra ação da Polícia Militar no acampamento Irmã Dorothy, no Bico do Papagaio, sem ordem judicial. Famílias Sem Terra ocupavam área da União desde 14 de abril de 2026, destinada ao Projeto de Assentamento Lote 15P por portaria federal. O caso envolve relatos de agressões, retenção de documentos e retirada das famílias da área. Bandeira do MST | Foto: Arthu Henry A ação ocorreu na tarde de 27 de abril de 2026, por volta das 15h, com oito policiais distribuídos em quatro viaturas, sem identificação visível. A operação ocorreu na vigência da Portaria nº 1.684, de 13 de março de 2026, que institui o Projeto de Assentamento Lote 15P em área pública federal no município do Bico do Papagaio. O acampamento estava instalado desde 14 de abril, com reivindicação de inclusão de famílias no processo de assentamento previsto na norma federal. Segundo relato da Comunicação do MST no Tocantins, os policiais realizaram retirada de famílias sem decisão judicial. Os relatos apontam imobilização de homens, obrigando-os a permanecer sentados sobre as próprias mãos, além de agressões físicas e ofensas verbais. O mesmo relato informa retenção de documentos de identidade e registro fotográfico sem consentimento durante a ação. Ainda conforme o relato, o fazendeiro associado à área e trabalhadores acompanharam a operação. Os documentos recolhidos foram colocados em veículo vinculado ao proprietário rural. As famílias foram transportadas em caminhonete do mesmo agente econômico para fora dos limites da área. O Lote 15P, identificado como Loteamento Praia Chata 1ª Parte, possui 986,1878 hectares e destinação para assentamento de 43 famílias, sob código SIPRA TO0487000. A ocupação também estava vinculada a denúncias sobre grilagem de terras públicas e especulação fundiária na região. O relato da Comunicação do MST no Tocantins informa lesões corporais, retenção de ferramentas de trabalho e impedimento de recolhimento de pertences durante a retirada. A organização solicita atuação do Ministério Público Federal e da Ouvidoria Agrária Nacional sobre a operação policial no local.
- STF reconhece responsabilidade do Estado e manda SP indenizar fotógrafo Sérgio Silva, atingido por bala de borracha em cobertura de manifestação
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu que o Estado de São Paulo deve indenizar o fotojornalista Sérgio Silva pela perda da visão do olho esquerdo. O caso envolve um disparo de bala de borracha feito por policial militar durante manifestações contra o aumento da tarifa de ônibus em 2013. A decisão prevê pagamento de indenização por danos morais e pensão vitalícia. Fotógrafo Sérgio Silva | ARQUIVO O julgamento ocorreu nesta terça-feira, 28 de abril de 2026, em São Paulo. O colegiado fixou indenização de R$ 100 mil por danos morais e determinou pensão vitalícia ao fotógrafo. A decisão reverteu entendimento anterior do Tribunal de Justiça de São Paulo, que havia negado os pedidos de reparação. O processo trata da responsabilidade do Estado no episódio em que Sérgio Silva, então em cobertura jornalística das manifestações, foi atingido por uma bala de borracha disparada por policial militar. O impacto resultou na perda da visão do olho esquerdo. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, havia apresentado voto inicial contrário ao pedido de indenização, ao entender que não haveria responsabilidade estatal em situação de tumulto durante cobertura jornalística. Posteriormente, ele alterou o voto após análise do Tema 1237 do STF, que trata da responsabilidade civil do Estado em casos de mortes ou ferimentos causados por disparos de arma de fogo em operações de segurança pública. O entendimento aplicado no julgamento estabelece que o Estado responde de forma objetiva nesses casos e que perícia inconclusiva sobre a origem do disparo não afasta a responsabilidade. O texto do Tema 1237 registra que cabe ao ente público comprovar excludentes de responsabilidade. Também votaram pelo reconhecimento da responsabilidade do Estado e pela indenização os ministros Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Flávio Dino. Sérgio Silva afirmou após o julgamento que a decisão alcança dimensão coletiva. Ele declarou: “Isso mostra de fato que a responsabilidade é do Estado, em casos de violência policial. É um exemplo que tem que ficar para muitas outras situações, não só no âmbito da liberdade de imprensa, mas em âmbito geral. São 13 anos esperando que fosse feita justiça, desde o primeiro minuto. E hoje acabou, a democracia venceu, a responsabilidade do Estado é um fato e vai ter de ser cumprida”. A defesa do fotógrafo informou que irá analisar o valor fixado pelo Supremo Tribunal Federal.
- Haaretz: Exército israelense afirma que sua missão é destruir tudo no sul do Líbano.
Fontes militares citadas pelo jornal Haaretz afirmam que as ações israelenses no sul do Líbano passaram a ter como eixo central a destruição de áreas civis e estruturas locais. As operações são descritas como voltadas à demolição de aldeias inteiras, com redução de combates diretos no terreno. O relato inclui depoimentos de soldados e referência a mudanças nas regras de engajamento após 7 de outubro de 2023. Soldado israelense ©YESH DIN Segundo o Haaretz, militares envolvidos nas operações afirmam que a missão atual se concentra na destruição de áreas designadas, sem abertura para outras formas de atuação. As fontes indicam que unidades terrestres atuam na preparação de zonas para equipes de demolição, com uso de tratores e escavadeiras operados por empresas civis contratadas para execução das destruições. Um soldado que participou de operações no Líbano pela terceira vez desde 7 de outubro de 2023 declarou ao jornal que as condições operacionais mudaram em relação a missões anteriores. Ele afirmou que, em períodos anteriores, havia maior liberdade para ataques no sul do Líbano, enquanto novas regras limitam respostas militares a situações de ameaça direta. O soldado afirmou que forças do Hezbollah mantêm disparos contra posições israelenses e que as tropas israelenses respondem apenas quando há identificação de ameaça imediata. O relatório cita que empresas civis participam das operações de demolição no sul do Líbano, com atuação de equipes que operam máquinas pesadas. Um dos soldados afirmou que essas empresas realizam destruições de residências em áreas ocupadas por tropas, com remuneração vinculada ao volume de estruturas demolidas. A escalada militar mencionada pelo Haaretz é contextualizada a partir de 28 de fevereiro, quando o texto-base relata um ataque conjunto entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. O mesmo material atribui a esse episódio a morte do Líder iraniano Ali Khamenei, informação que permanece registrada como declaração do texto original. Em resposta, o Hezbollah realizou lançamentos de foguetes contra território israelense em 2 de março, segundo a mesma sequência de eventos apresentada. Após esses acontecimentos, Israel iniciou campanha aérea e incursão terrestre no sul do Líbano. O material cita ataques aéreos e bombardeios de artilharia em diferentes localidades da região. Em 16 de abril, foi registrado cessar-fogo temporário entre Israel e Líbano. O Haaretz indica que as operações militares israelenses continuaram após o acordo, com ataques aéreos e bombardeios em áreas do sul libanês. As ações descritas incluem continuidade de destruições em território libanês mesmo após o anúncio da trégua.
- Paramédico e criança estão entre os seis mortos em ataques israelenses na Faixa de Gaza
Pelo menos seis palestinos foram mortos em ataques israelenses na Faixa de Gaza nas últimas 24 horas. Entre as vítimas está um paramédico e um menino de nove anos. O Ministério da Saúde palestino registrou novos feridos e apontou continuidade de violações do cessar-fogo. ARQUIVO O Ministério da Saúde palestino informou nesta quarta-feira que cinco palestinos foram mortos em ataques israelenses no período de 24 horas em Gaza, com sete feridos. O balanço inclui um menino de nove anos morto na terça-feira em um ataque aéreo israelense a leste de Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza. A vítima foi identificada como Adel Al-Najjar. Familiares relataram que o menino coletava papelão para uso doméstico, em meio às restrições de energia impostas a Gaza desde outubro de 2023, quando Israel cortou o fornecimento de eletricidade e reduziu a entrada de gás de cozinha e combustível no enclave. A parente Sabreen Al-Najjar declarou: “Não temos gás. Recolhemos papelão para assar, eles querem comer; querem beber”. Na manhã de quarta-feira, o paramédico Ibrahim Saqr morreu após ataque aéreo israelense nas proximidades da Praça Al-Tuwam, no norte da Faixa de Gaza. O ataque atingiu a área durante deslocamento do profissional de saúde. O Ministério da Saúde palestino informou que Israel mantém ações militares após o cessar-fogo que entrou em vigor em outubro, com registro de violações superiores a 2.400 ocorrências. As autoridades palestinas apontam bloqueio de entrada de ajuda humanitária e continuidade de ataques em diferentes pontos do enclave. Dados divulgados indicam que as forças israelenses mataram mais de 823 palestinos desde o início do cessar-fogo, incluindo mais de 300 crianças, mulheres e idosos. O total de mortes registrado desde 7 de outubro de 2023 ultrapassa 72.000 palestinos no contexto do genocídio em Gaza, segundo informações citadas de levantamentos humanitários. Um relatório da organização Save the Children apontou mais de 20.000 crianças mortas durante o período. O chefe de direitos humanos da Organização das Nações Unidas, Volker Turk, afirmou que o padrão de mortes em Gaza reflete ausência de responsabilização. Ele declarou: “o padrão implacável de assassinatos reflete a impunidade generalizada de Israel”. Turk descreveu registros de mortes em residências, abrigos, tendas de deslocados, ruas, veículos, centros médicos e salas de aula nos últimos dez dias, com palestinos atingidos em diferentes locais da Faixa de Gaza sob operações militares israelenses.
- Dois policiais iranianos foram mortos e outros dois ficaram feridos em um ataque terrorista no sudeste do Irã
Dois policiais iranianos foram mortos durante uma patrulha de segurança na cidade de Zahedan, na província de Sistão e Baluchistão, no sudeste do Irã. Outros dois agentes ficaram feridos no mesmo ataque ocorrido nesta quarta-feira. As autoridades iranianas atribuíram a ação a indivíduos armados e iniciaram buscas pelos responsáveis. ©AP Os policiais realizavam patrulhamento quando foram alvejados em via pública na cidade de Zahedan. O primeiro-sargento Mohamadreza Nezamdoost e o primeiro-sargento Ali Momeni morreram em decorrência dos ferimentos. Dois outros oficiais foram atingidos e encaminhados para atendimento médico. As forças de segurança iniciaram operações para identificação e detenção dos autores do ataque. Até o momento, não foram divulgados nomes ou número de envolvidos. O caso permanece sob investigação das autoridades locais. Na cidade de Rask, também na província de Sistão e Baluchistão, um veículo pertencente ao Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica foi alvo de disparos durante outra ação armada. O veículo sofreu tentativa de dano. Os agentes do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica reagiram durante o episódio e interromperam a ação dos envolvidos. Na província de Khuzistão, no sudoeste do Irã, forças de segurança realizaram uma operação de inteligência no mesmo dia. Um indivíduo foi preso sob acusação de participação na organização de distúrbios registrados em janeiro no país. O detido foi identificado pelas autoridades como responsável por fabricação de dispositivos incendiários e distribuição de coquetéis molotov. Segundo informações das autoridades, o suspeito lançou artefatos contra instituições bancárias e caixas eletrônicos. Ele também foi acusado de envolvimento em ataques contra locais religiosos e de ferimentos a dois policiais durante ações anteriores. As autoridades iranianas afirmaram que as ações investigadas seguem padrão de organização e coordenação externa. Entre as estruturas citadas pelas autoridades está o serviço de inteligência de Israel, o Mossad, mencionado no contexto das investigações sobre redes atuantes no território iraniano.
- Ex-agente da CIA: Reza Pahlavi é “um playboy que não tem qualificação para liderar nada”.
John Kiriakou, ex-oficial da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos, afirmou em entrevista ao programa do jornalista estadunidense Tucker Carlson que Reza Pahlavi não possui condições para liderança política. As declarações foram feitas em meio a debates sobre intervenções externas no Irã e sobre planos de mudança de governo articulados fora do país. O ex-agente também comentou reportagens sobre articulações políticas envolvendo Israel, Estados Unidos e figuras da oposição iraniana no exílio. Reza Pahlavi | (Foto: Sean Gallup/Getty Images) Kiriakou declarou: “Reza Pahlavi não está qualificado para liderar nada”. Ele descreveu o filho exilado do último xá do Irã como “um playboy” e questionou sua legitimidade política. O ex-oficial afirmou: “Ele é um mulherengo. Teve um caso com a esposa do irmão”. Durante a entrevista, Kiriakou mencionou episódios familiares envolvendo a família Pahlavi. Ele citou a morte de Alireza Pahlavi, irmão de Reza, que morreu nos Estados Unidos em janeiro de 2011, aos 44 anos, após histórico de depressão. Ele também mencionou Leila Pahlavi, irmã de Reza, encontrada morta em 2001 em Londres aos 31 anos, com registro de overdose divulgado pela família na época. Kiriakou afirmou que a esposa de Reza Pahlavi mantém relação extraconjugal exposta publicamente com o personal trainer. Ele declarou que veículos de imprensa em Paris acompanham o caso com divulgação de imagens. O ex-agente afirmou: “É humilhante em qualquer cultura, e ainda mais em uma cultura iraniana que supostamente é muito piedosa e muçulmana”. O ex-oficial também questionou a atuação política de Reza Pahlavi no exílio e sua permanência fora do Irã há cerca de cinco décadas. Ele afirmou que o político declarou não ter intenção de retorno ao país, que mantém residência fora do Irã, patrimônio acumulado e filhos com cidadania estadunidense. Kiriakou afirmou: “Certo, então por que estamos falando de você?”. Reza Pahlavi aparece em relatórios citados pelo New York Times como possível figura em planos de mudança de regime atribuídos ao primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu, com participação de governos estadunidenses em discussões internas. O jornal relatou que autoridades estadunidenses informaram ao presidente dos Estados Unidos Donald Trump que esse plano foi classificado como “uma farsa”. O mesmo relatório citou protestos ocorridos no Irã em dezembro, quando Donald Trump publicou a mensagem “A ajuda está a caminho” direcionada a manifestantes ligados ao entorno de Reza Pahlavi. O episódio foi interpretado em debates internos como parte de discussões sobre ações militares contra o Irã. Tucker Carlson questionou Kiriakou sobre decisões de política externa dos Estados Unidos em relação ao Irã. O ex-agente afirmou que consultas a aliados europeus não ocorreram em processos ligados à escalada militar iniciada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel. Ele declarou que interlocuções ocorreram com Israel durante o processo de decisão. Kiriakou afirmou: “Dói-me dizer isso, mas é a pura verdade”. Ele declarou que decisões de política externa estadunidense consideraram posições israelenses em diferentes níveis de negociação. Ele afirmou que países europeus como Irlanda, Espanha e Itália manifestaram posições contrárias ao alinhamento automático em decisões militares.
- Trump diz que Reino Unido o teria ajudado no Irã se dependesse do rei
Donald Trump afirmou que o Reino Unido teria apoiado a guerra contra o Irã caso a decisão estivesse nas mãos do rei Carlos III durante encontro realizado na Casa Branca em 29 de abril de 2026. A declaração ocorreu após reunião entre o presidente dos Estados Unidos e o monarca britânico, em meio a discussões sobre o Oriente Médio e o Estreito de Ormuz. O presidente dos Estados Unidos também criticou a posição do primeiro-ministro Keir Starmer sobre envolvimento militar. (Foto: KIRSTY WIGGLESWORTH/POOL/AFP via Getty Images) Na Casa Branca, Trump declarou a jornalistas: “Penso que se a decisão tivesse sido dele, se estivesse nas suas mãos, provavelmente teria nos ajudado com o Irã”, ao ser questionado sobre a visita de Estado do rei Carlos III. O presidente dos Estados Unidos afirmou que o monarca manteve diálogo direto com ele sobre a situação militar e sobre a ausência de apoio britânico em ações ligadas ao Irã. Trump disse: “O rei é fantástico. Passamos muito tempo juntos. Tivemos longas conversas. Também falamos sobre esta questão (a falta de apoio do Reino Unido no conflito)”. Trump vinculou a discussão à crise no Estreito de Ormuz, após o encerramento da passagem marítima pelo Irã em resposta a uma ofensiva militar estadunidense. O primeiro-ministro Keir Starmer recusou participação militar britânica na reabertura da rota marítima. Trump afirmou que o governo britânico não aceitou solicitação de apoio militar durante a escalada. O presidente dos Estados Unidos declarou que o rei Carlos III teria seguido posições alinhadas às propostas apresentadas por ele em relação ao Irã e à guerra na Ucrânia. Ele afirmou: “Ele teria atuado em conformidade. Teria seguido as sugestões que lhe fizemos em relação à Ucrânia, porque, como sabem, temos algumas divergências sobre a Ucrânia”. Trump também comentou o discurso do rei Carlos III no Congresso dos Estados Unidos em 28 de abril de 2026, no qual o monarca defendeu reconciliação em meio a tensões diplomáticas entre os dois governos. O presidente dos Estados Unidos declarou: “Acho que é um representante fenomenal para o seu país. Acho que o povo do Reino Unido deve estar orgulhoso. Adorei o seu discurso de ontem”. Em relação ao primeiro-ministro Keir Starmer, Trump afirmou que a ausência de cooperação ocorreu após solicitação direta de apoio militar dos Estados Unidos. Ele declarou: “Quando se dá tão bem com o rei de um país, isso provavelmente ajuda na sua relação com o primeiro-ministro. Mas, neste caso, eu disse ao primeiro-ministro: 'Quer enviar alguma ajuda?' E ele respondeu: 'Não, enviaremos depois de ganharem a guerra'. Eu disse: 'Isto não está certo'”.
- Grossi admite que mais países possam querer desenvolver armas nucleares
Rafael Grossi, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica, afirmou em 29 de abril de 2026, em Nova Iorque, que Estados podem considerar o desenvolvimento de armas nucleares diante de tensões geopolíticas e desconfiança entre governos. Ele apresentou a declaração durante coletiva de imprensa vinculada à 11ª Conferência de Revisão do Tratado de Não Proliferação Nuclear, em andamento na sede das Nações Unidas. O dirigente da AIEA relacionou o cenário ao enfraquecimento de compromissos de não proliferação e à reavaliação de políticas nucleares por diferentes Estados. (Foto: Michael M. Santiago/Getty Images) Grossi declarou: “Penso que existe uma grande preocupação de que, devido às crescentes tensões, à desconfiança e às dúvidas sobre a fiabilidade das alianças, os países possam encontrar incentivos para reconsiderar a sua abstenção passada de desenvolver armas nucleares”. Ele também afirmou que Estados com capacidade tecnológica possuem condições de desenvolver armamentos nucleares em curto prazo caso decidam seguir esse caminho. O diretor da AIEA afirmou: “Tenho sido muito claro ao afirmar que um mundo com mais países com armas nucleares não seria um mundo mais seguro. Por isso, temos de reafirmar o nosso compromisso com a norma da não proliferação”. A Conferência de Revisão do Tratado de Não Proliferação Nuclear ocorre em Nova Iorque até 22 de maio, na sede da Organização das Nações Unidas. O encontro inclui discussões sobre desarmamento nuclear, salvaguardas de não proliferação, uso da energia nuclear para fins pacíficos, segurança nuclear e implementação de resoluções relacionadas ao Oriente Médio. O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, declarou na abertura do evento que o tratado deve lidar com transformações tecnológicas. Ele afirmou: “Hoje a ameaça nuclear é agravada por novos perigos provenientes de tecnologias em rápida evolução, como a inteligência artificial e a computação quântica. O Tratado não é uma relíquia de uma era passada, congelada no âmbar. Deve lidar com a relação entre as armas nucleares e as novas tecnologias”. Na mesma coletiva, Grossi tratou do material nuclear enriquecido do Irã que poderá estar enterrado após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra instalações iranianas. Ele afirmou que o material esteve sob inspeção da AIEA até junho de 2025. Grossi declarou: “Trata-se de uma grande quantidade de material nuclear altamente enriquecido, próximo do grau de enriquecimento para armas nucleares, que estávamos a inspecionar até junho de 2025”. Ele afirmou que acordos de salvaguardas com o Irã preveem mecanismos de verificação em circunstâncias extraordinárias quando há restrição de acesso a material nuclear. Grossi declarou que a situação depende de condições de acesso para inspeções da agência. O diretor da AIEA também se referiu ao processo eleitoral para a liderança da Organização das Nações Unidas e afirmou que continuará no cargo enquanto participa da campanha. Ele disse: “Seria até irresponsável da minha parte deixar o meu emprego e concentrar-me nos esforços da campanha. Estou muito focado no trabalho que estou a fazer. Estou a negociar com a Rússia e estamos a tentar evitar um acidente nuclear. Estamos envolvidos nas negociações com o Irã. Seria realmente uma negligência da minha parte”. Grossi afirmou que a continuidade no cargo evita interrupção nas negociações envolvendo Rússia e Irã e respondeu a críticas sobre acúmulo de funções durante o processo de candidatura à liderança da ONU.
- Irã em breve confrontará o inimigo com uma 'arma terrível', afirma comandante da Marinha
O comandante da Marinha do Irã, contra-almirante Shahram Irani, afirmou que a República Islâmica confrontará o inimigo em breve com uma arma que ele descreve como temida pelo adversário. Ele declarou que o equipamento “está bem ao lado deles também” e associou a situação a um efeito de surpresa sobre forças rivais. A fala ocorreu em meio a relatos de operações militares, ataques de retaliação e restrições no Estreito de Ormuz envolvendo forças iranianas e estadunidenses. Locais de produção de mísseis estratégicos permanecem fora do alcance dos adversários | ARQUiVO Shahram Irani disse na quarta-feira que a nova capacidade militar será empregada contra o inimigo “muito em breve”, acrescentando: “Espero que eles não tenham um ataque cardíaco”. Ele afirmou que adversários interpretaram de forma equivocada os resultados de uma recente onda de agressões contra o Irã, atribuindo a eles a expectativa de desfecho rápido das operações militares. Em sua declaração, disse ainda que essa avaliação “agora se tornou motivo de piada nas academias militares”. O comandante mencionou operações de retaliação conduzidas pela Marinha do Irã durante o período de escalada militar, citando ao menos sete ações com mísseis contra o porta-aviões Abraham Lincoln. Segundo ele, essas operações impediram forças estadunidenses de lançar aeronaves ou realizar ações aéreas a partir da embarcação por um período determinado. Ele também afirmou que as Forças Armadas do Irã executaram pelo menos 100 ondas de represálias contra alvos ligados a interesses estadunidenses e israelenses em diferentes pontos do Oriente Médio após a agressão iniciada em 28 de fevereiro. Irani declarou que forças estadunidenses lançaram mísseis contra território iraniano a partir de plataformas navais e, posteriormente, ampliaram o uso de sistemas de maior complexidade, exigindo reforço de destróieres. Ele afirmou: “Mesmo assim, eles continuam paralisados”. Em outra parte da declaração, o comandante disse que a resposta iraniana incluiu medidas no Estreito de Ormuz, com restrições à passagem de embarcações ligadas a adversários e aliados. Ele afirmou que o Irã condicionou o tráfego marítimo à autorização das autoridades competentes iranianas após anúncios de continuidade de bloqueios considerados ilegais contra navios e portos iranianos por parte dos Estados Unidos. Segundo Irani, “se eles se aproximarem ainda mais, tomaremos medidas operacionais sem demora”. Ele afirmou ainda que, apesar das restrições, embarcações partiram de portos iranianos e outras chegaram a seus destinos. O comandante também relatou apreensão de navios iranianos por forças estadunidenses no contexto das sanções e bloqueios, classificando essas ações como “pirataria” e “tomada de reféns”. Ele declarou: “Eles fizeram tripulantes e suas famílias reféns a bordo de navios”. Irani comparou as ações atribuídas aos Estados Unidos com práticas de pirataria somali, afirmando que os piratas atuavam por motivos econômicos, enquanto as forças estadunidenses teriam ampliado suas ações com detenções de tripulações. Ele afirmou que as Forças Armadas da República Islâmica mantêm compromisso de resposta às perdas militares, dizendo que irão “até a última gota de sangue” e que pretendem “infligir-lhes um golpe que lhes trará profundo arrependimento”.
- China acusa EUA de fabricar mentiras para justificar ‘bloqueio selvagem’ contra Cuba
A China respondeu em 29 de abril de 2026 a declarações do governo estadunidense sobre Cuba e acusou Washington de fabricar justificativas para manter sanções. O porta-voz Lin Jian afirmou que a cooperação entre Pequim e Havana ocorre de forma “totalmente transparente”. O posicionamento ocorre em meio ao bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos há mais de seis décadas. Cuba ©OGLOBO Em coletiva realizada em Pequim, o Ministério das Relações Exteriores da China reagiu às declarações do secretário de Estado estadunidense Marco Rubio, que acusou Cuba de permitir operações de inteligência de países considerados adversários próximos ao território dos Estados Unidos. Lin Jian rejeitou as acusações e declarou que “inventar desculpas e difundir desinformação não justifica o bloqueio selvagem nem as sanções ilegais dos Estados Unidos contra Cuba”. O porta-voz afirmou que as medidas impostas por Washington “violaram gravemente os direitos de Cuba à sobrevivência e ao desenvolvimento e infringiram as normas básicas das relações internacionais”. Segundo ele, a narrativa apresentada pelo governo estadunidense busca sustentar uma política já condenada em instâncias multilaterais. “A cooperação da China com Cuba é totalmente transparente”, declarou. Lin Jian também fez um apelo direto ao governo estadunidense. “Exortamos os Estados Unidos a pôr fim de imediato ao bloqueio e às sanções ilegais contra Cuba, assim como a qualquer forma de coação e pressão”, disse durante a coletiva. O bloqueio econômico contra Cuba permanece em vigor desde a década de 1960 e é alvo de votações anuais na Assembleia Geral das Nações Unidas. Nas resoluções mais recentes, a maioria dos Estados-membros votou pelo fim das sanções, enquanto Estados Unidos e Israel mantiveram posição contrária. O impacto das medidas inclui restrições ao acesso a alimentos, combustíveis e insumos médicos, atingindo diretamente a população civil cubana. As declarações de Pequim ocorrem após entrevistas de Marco Rubio, que afirmou à Fox News que não será tolerada a presença de “qualquer aparato militar, de inteligência ou de segurança estrangeiro” a cerca de 90 milhas do território estadunidense. O secretário também declarou que operações desse tipo representam ameaça à segurança nacional e defendeu ampliação da vigilância sobre Cuba e o Caribe. O governo chinês rejeitou essas alegações e reiterou que não há base factual nas acusações. A resposta integra um cenário de disputa política e econômica em torno da ilha caribenha, que permanece sob pressão de sanções unilaterais impostas por Washington. Paralelamente, a China ampliou a cooperação econômica com Cuba em meio à crise energética e alimentar no país. Em janeiro de 2026, Pequim anunciou US$ 80 milhões em ajuda emergencial voltada ao sistema elétrico cubano e a doação de 60 mil toneladas de arroz. No setor energético, foram enviados equipamentos fotovoltaicos e kits solares destinados a hospitais e unidades de saúde, além de comunidades afetadas por apagões. Com financiamento e tecnologia chinesa, Cuba incorporou mais de 1.000 megawatts de energia solar e conectou 49 parques solares à rede nacional no último ano. As iniciativas buscam reduzir a dependência de combustíveis importados e enfrentar limitações impostas pelo bloqueio econômico mantido pelo governo estadunidense.
- Em oito meses, aprovação de Tarcísio de Freitas despenca
A aprovação do governo de Tarcísio de Freitas caiu em diferentes grupos sociais entre agosto de 2025 e abril de 2026. Dados da pesquisa Quaest indicam redução entre jovens, mulheres, idosos e população de baixa renda. O levantamento foi divulgado em 29 de abril de 2026, a cinco meses do processo eleitoral no estado. A pesquisa da Quaest, registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número SP-03583/2026 e financiada pelo banco Genial ao custo de R$ 279.386,89, mostra que o governador de São Paulo perdeu apoio em quase todos os recortes analisados ao longo de oito meses. O estudo ouviu 1.650 eleitores entre os dias 23 e 27 de abril de 2026, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo Entre jovens de 16 a 34 anos, a aprovação caiu de 56% em agosto de 2025 para 48% em abril de 2026. Entre idosos, a taxa recuou de 68% para 56% no mesmo período, uma queda de 12 pontos percentuais. Nos estratos de renda, a redução também aparece: entre os que recebem até dois salários mínimos, a aprovação passou de 55% para 48%, enquanto entre aqueles com renda superior a cinco salários mínimos houve queda de 62% para 55%. Entre mulheres, o levantamento registra redução de nove pontos percentuais na aprovação do governo. Em agosto de 2025, o índice era de 57%, sem detalhamento do percentual atual no recorte, mas incluído na tendência geral de queda identificada pela pesquisa. Os dados indicam deslocamento de apoio em segmentos sociais que concentram impacto direto de políticas públicas, como renda, emprego e acesso a serviços. A redução ocorre em paralelo ao avanço de Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores, identificado como principal adversário de Tarcísio de Freitas na disputa eleitoral em curso. A cinco meses da eleição, o governador mantém posição de pré-candidato à reeleição, ainda à frente nas intenções de voto, enquanto a pesquisa registra alteração no comportamento de segmentos do eleitorado ao longo do período analisado.












