Truculência e ilegalidade: a PM do Tocantins a serviço do latifúndio na terra da União
- www.jornalclandestino.org

- há 17 minutos
- 2 min de leitura
O Estado de Tocantins registra ação da Polícia Militar no acampamento Irmã Dorothy, no Bico do Papagaio, sem ordem judicial. Famílias Sem Terra ocupavam área da União desde 14 de abril de 2026, destinada ao Projeto de Assentamento Lote 15P por portaria federal. O caso envolve relatos de agressões, retenção de documentos e retirada das famílias da área.

A ação ocorreu na tarde de 27 de abril de 2026, por volta das 15h, com oito policiais distribuídos em quatro viaturas, sem identificação visível. A operação ocorreu na vigência da Portaria nº 1.684, de 13 de março de 2026, que institui o Projeto de Assentamento Lote 15P em área pública federal no município do Bico do Papagaio. O acampamento estava instalado desde 14 de abril, com reivindicação de inclusão de famílias no processo de assentamento previsto na norma federal.
Segundo relato da Comunicação do MST no Tocantins, os policiais realizaram retirada de famílias sem decisão judicial. Os relatos apontam imobilização de homens, obrigando-os a permanecer sentados sobre as próprias mãos, além de agressões físicas e ofensas verbais. O mesmo relato informa retenção de documentos de identidade e registro fotográfico sem consentimento durante a ação.
Ainda conforme o relato, o fazendeiro associado à área e trabalhadores acompanharam a operação. Os documentos recolhidos foram colocados em veículo vinculado ao proprietário rural. As famílias foram transportadas em caminhonete do mesmo agente econômico para fora dos limites da área.
O Lote 15P, identificado como Loteamento Praia Chata 1ª Parte, possui 986,1878 hectares e destinação para assentamento de 43 famílias, sob código SIPRA TO0487000. A ocupação também estava vinculada a denúncias sobre grilagem de terras públicas e especulação fundiária na região.
O relato da Comunicação do MST no Tocantins informa lesões corporais, retenção de ferramentas de trabalho e impedimento de recolhimento de pertences durante a retirada.
A organização solicita atuação do Ministério Público Federal e da Ouvidoria Agrária Nacional sobre a operação policial no local.



































