Israel mata dois irmãos em Gaza enquanto coletavam papelão para uso doméstico
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Dois irmãos palestinos foram mortos em ataques israelenses com intervalo de semanas no sul da Faixa de Gaza. As mortes ocorreram enquanto coletavam papelão para uso doméstico em meio ao bloqueio de energia e combustível. Dados locais apontam mais de 210 crianças mortas desde o início do cessar-fogo citado.

Fontes locais em Gaza informaram que Adel Al-Najjar, de 9 anos, morreu na terça-feira em ataque aéreo israelense a leste de Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza. Aeronaves israelenses atingiram a área enquanto o menino recolhia papelão usado pela família para cozinhar e iluminação. Relatos de familiares indicam corte no fornecimento de eletricidade desde outubro de 2023 e restrições à entrada de gás de cozinha e combustível no território.
Sabreen Al-Najjar, parente da família, declarou: “Não temos gás. Recolhemos papelão para assar, eles querem comer; querem beber”.
Suhaib Al-Najjar, outro parente, afirmou no necrotério, em relato citado pela Reuters: “Não é vergonhoso o que está acontecendo conosco? Não é vergonhoso que enterremos nossos filhos todos os dias, bem diante dos nossos olhos? Não é vergonhoso? Juro por Deus, nossos corações estão partidos por essas crianças”.
Registros de jornalistas e relatos locais indicam que o irmão de Adel foi morto em circunstâncias semelhantes cerca de um mês antes, na mesma região. Em vídeo divulgado em redes sociais, o pai das crianças confirmou que Adel era o segundo filho morto em ataques atribuídos a Israel.
O Ministério da Saúde palestino registrou mais de 818 palestinos mortos desde o início do cessar-fogo citado, incluindo mais de 210 crianças. Dados locais apontam mais de 30 mortes no mês corrente. Autoridades de saúde informam mais de 72 mil palestinos mortos desde 7 de outubro de 2023, início do genocídio em Gaza. Um relatório da organização Save the Children divulgado em setembro registra mais de 20 mil crianças mortas no período, com registro de mais de mil menores de um ano e milhares de casos de ferimentos, traumas e separação familiar.
O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para Direitos Humanos, por meio de Volker Türk, declarou: “o padrão implacável de assassinatos” reflete a “impunidade generalizada” de Israel.
“Nos últimos 10 dias, palestinos continuam sendo mortos e feridos no que restou de suas casas, abrigos e tendas de famílias deslocadas, nas ruas, em veículos, em um centro médico e em uma sala de aula”, disse Volker Türk.
O Ministério da Saúde palestino e organizações locais informam mais de 2.400 violações do cessar-fogo iniciado em outubro, com bloqueio de entrada de ajuda humanitária e continuidade de ataques.



































