

ONU denuncia tortura e mortes de palestinos em prisões israelenses
Mais de 9 mil palestinos estavam detidos em prisões israelenses em setembro de 2026, segundo Neil Tobin, vice-chefe do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos na Palestina. Em discurso na 63ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, Tobin afirmou que um terço dos detidos está submetido à detenção administrativa, sem acusação criminal ou julgamento. Ele também denunciou tortura, maus-tratos, desaparecimentos forçados e 92 mortes de palestinos sob custódia israelense desde outubro de 2023.
Tobin apresentou os dados na quarta-feira, 30 de setembro, durante a sessão do Conselho de Direitos Humanos. De acordo com o representante da ONU, mais de mil palestinos provenientes da Faixa de Gaza permanecem detidos sob a classificação israelense de “combatentes ilegais”, mecanismo que, segundo ele, constitui outra forma de detenção administrativa.
A detenção administrativa permite que autoridades israelenses mantenham palestinos presos sem apresentação de acusação criminal ou realização de julgamento. Tobin afirmou que o uso desse mecanismo continua submetendo os detidos à privação da liberdade e a práticas que violam direitos previstos no direito internacional.

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