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30 de setembro de 2026 às 17:58:01

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ONU denuncia tortura e mortes de palestinos em prisões israelenses

Mais de 9 mil palestinos estavam detidos em prisões israelenses em setembro de 2026, segundo Neil Tobin, vice-chefe do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos na Palestina. Em discurso na 63ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, Tobin afirmou que um terço dos detidos está submetido à detenção administrativa, sem acusação criminal ou julgamento. Ele também denunciou tortura, maus-tratos, desaparecimentos forçados e 92 mortes de palestinos sob custódia israelense desde outubro de 2023.


Presidio centro de tortura de prisioneiros palestinos - Ketziot
Presidio centro de tortura de prisioneiros palestinos - Ketziot

Tobin apresentou os dados na quarta-feira, 30 de setembro, durante a sessão do Conselho de Direitos Humanos. De acordo com o representante da ONU, mais de mil palestinos provenientes da Faixa de Gaza permanecem detidos sob a classificação israelense de “combatentes ilegais”, mecanismo que, segundo ele, constitui outra forma de detenção administrativa.


A detenção administrativa permite que autoridades israelenses mantenham palestinos presos sem apresentação de acusação criminal ou realização de julgamento. Tobin afirmou que o uso desse mecanismo continua submetendo os detidos à privação da liberdade e a práticas que violam direitos previstos no direito internacional.


“O uso rotineiro da detenção administrativa - por motivos de segurança, sem acusação criminal ou julgamento - continua a expor os detidos palestinos à privação arbitrária e prolongada da liberdade, à tortura e a outros maus-tratos, bem como ao desaparecimento forçado”, declarou Tobin, em fala divulgada pelo próprio órgão da ONU.


O representante das Nações Unidas afirmou que as condições de detenção se deterioraram desde outubro de 2023 e citou 92 mortes de palestinos sob custódia israelense nesse período. Entre os casos mencionados está o de Walid al-Basha, palestino de 17 anos que morreu em uma prisão israelense em março de 2025 apresentando sinais graves de desnutrição.


A morte de menores palestinos sob custódia israelense integra o quadro denunciado pela ONU em meio ao genocídio contra a população palestina. Para Tobin, a responsabilidade israelense permanece enquanto as mortes não forem submetidas a investigações que cumpram os padrões internacionais e esclareçam as circunstâncias de cada caso.


“A menos que cada morte seja objeto de uma investigação que atenda aos padrões internacionais e refute as alegações de irregularidades, Israel continua responsável por cada morte sob custódia”, afirmou.


Tobin também exigiu que organismos independentes de monitoramento tenham acesso aos locais de detenção e aos palestinos presos. O representante da ONU pediu “acesso regular e irrestrito por parte de órgãos de monitoramento independentes, com acesso confidencial” a todos os detidos palestinos e defendeu a libertação daqueles mantidos de forma arbitrária nas prisões israelenses.

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