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Tesouraço de Flávio ameaça programas de educação, diz ministro
O ministro da Educação, Leonardo Barchini, afirmou nesta quarta-feira (30) que o Pé-de-Meia, a alimentação escolar e as bolsas da CAPES correm risco caso Flávio Bolsonaro (PL) seja eleito presidente da República. A declaração ocorreu após a equipe econômica de Flávio defender um ajuste fiscal equivalente a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Para Barchini, a redução de despesas pode atingir recursos destinados a políticas de educação.

A proposta de ajuste de 1,5% do PIB integra o plano econômico apresentado pela campanha de Flávio Bolsonaro para um eventual governo. A equipe do candidato chama a estratégia de “tesouraço” e também defende mudanças na regra fiscal, com um mecanismo de controle das despesas relacionado à dívida em proporção ao PIB.
Em entrevistas recentes, Daniella Marques, coordenadora-geral do plano de governo de Flávio, afirmou que a campanha pretende buscar uma economia de 1,5% do PIB, mas não apresentou o detalhamento de todas as medidas necessárias para alcançar esse valor. Em agosto, ela afirmou que a definição dependeria das negociações com o Congresso e declarou: “Quem vai fazer esse detalhamento vai ser o Congresso, é o que vai sair de lá e que vai definir. Eu não sou a Mãe Dináh”.
A equipe econômica de Flávio apresenta o corte como parte de um programa de redução de despesas que inclui revisão de gastos públicos, diminuição de cargos e estruturas governamentais, enfrentamento dos chamados supersalários e reestruturação de ativos da União. A campanha também associa o ajuste à criação de uma nova regra fiscal baseada na trajetória da dívida pública.
Barchini relacionou esse programa ao financiamento de políticas educacionais mantidas pelo Estado. Entre as iniciativas mencionadas pelo ministro estão o Pé-de-Meia, voltado à permanência de estudantes do ensino médio, a alimentação escolar e as bolsas concedidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).
Ao criticar o impacto que atribui ao plano de cortes, o ministro utilizou uma referência às plataformas de apostas para descrever o cenário que, em sua avaliação, poderia resultar da redução das políticas públicas. “É transformar o Brasil em um grande tigrinho em que você vai depender exclusivamente da sua sorte, porque eles vão acabar com tudo”, afirmou Barchini.
A equipe de Flávio, por sua vez, sustenta que o ajuste de 1,5% do PIB faz parte de uma estratégia para reduzir despesas e alterar a trajetória das contas públicas. A campanha ainda não detalhou como cada área do orçamento seria afetada para alcançar o percentual anunciado.
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