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30 de setembro de 2026 às 17:33:35

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Trump chama presença militar no Iraque de “excursão ao inferno” ao anunciar retirada das tropas estadunidenses

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, em 30 de setembro de 2026, a retirada das últimas tropas estadunidenses do Iraque, encerrando a presença militar remanescente da Operação Inherent Resolve no país. Em publicação na rede Truth Social, Trump classificou a operação como “uma excursão muito cara ao inferno” e atribuiu a retirada a uma série de decisões equivocadas que envolveram Washington na intervenção. O presidente apresentou a saída como uma vitória estadunidense e iraquiana, além de um desfecho da campanha militar contra o Estado Islâmico.


Donald Trump ©Evelyn Hockstein/Reuters
Donald Trump ©Evelyn Hockstein/Reuters

O anúncio foi feito em Washington e divulgado pela agência russa TASS. Trump afirmou que as últimas forças estadunidenses estavam deixando o território iraquiano e declarou que as decisões que levaram à permanência militar no país haviam provocado um prolongado envolvimento dos Estados Unidos. “Hoje, tenho o prazer de anunciar que as últimas forças americanas estão deixando o Iraque! Foram muitas decisões ruins que nos envolveram nesse atoleiro, mas em breve isso será história”, escreveu na Truth Social.


Ao comentar a retirada, Trump declarou que a operação representava “uma vitória para os Estados Unidos, uma vitória para o Iraque e uma vitória decisiva sobre o ISIS”, sigla em inglês do Estado Islâmico, organização classificada pelos EUA como terrorista. A declaração atribui o encerramento da presença militar ao resultado da campanha contra o grupo, embora não apresente um balanço das operações nem detalhe as condições políticas e militares que acompanharam a saída das tropas.


O presidente estadunidense também comparou a retirada do Iraque à saída das forças dos Estados Unidos do Afeganistão, em 2021, durante o governo de Joe Biden. Trump criticou a operação afegã, mencionando os equipamentos militares deixados no país e a morte de 13 militares estadunidenses, além dos feridos. Na publicação, utilizou esses acontecimentos para defender a condução da retirada do Iraque.


“Ao contrário do Afeganistão, onde muito equipamento militar e tudo o mais foi deixado para trás, e 13 soldados jazem mortos, com muitos outros gravemente feridos, esta partida ordenada das forças e equipamentos da coalizão da Base Aérea de Erbil marca o fim de uma incursão infernal muito cara”, declarou Trump.


A retirada mencionada pelo presidente envolve a Base Aérea de Erbil, no Curdistão iraquiano, de onde, segundo sua publicação, partiram as forças e os equipamentos remanescentes da coalizão. Trump não apresentou, no anúncio, o número de militares retirados, o cronograma detalhado da operação nem informações sobre eventuais acordos relativos à segurança no Iraque.

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