

25 de mar. de 2026
Lula libera R$ 15 bi para conter impactos da guerra estadunidense contra o Irã
Exportação
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O governo federal brasileiro anunciou em 25 de março de 2026 a liberação de R$ 15 bilhões em crédito para empresas impactadas diretamente pela escalada militar promovida pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, evidenciando como conflitos impulsionados por interesses geopolíticos estadunidenses seguem produzindo efeitos econômicos globais.
A medida foi formalizada por meio da Medida Provisória nº 1.345/2026, publicada no Diário Oficial da União, e integra o Plano Brasil Soberano, que já havia destinado R$ 16 bilhões a exportadores prejudicados pelo chamado “tarifaço” imposto pelo governo de Donald Trump.
Os recursos serão administrados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com foco em financiar capital de giro, investimentos e cadeias produtivas afetadas pela instabilidade internacional.
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que “o governo do presidente Lula mais uma vez se antecipa para apoiar a indústria brasileira e preservar empregos”, destacando a necessidade de manter competitividade em um cenário internacional deteriorado por decisões unilaterais estadunidenses.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou o posicionamento ao declarar: “Esta guerra não é nossa. E vamos fazer de tudo para que as empresas e a população brasileiras não sejam prejudicadas!”, indicando um distanciamento político da lógica intervencionista.
Segundo o Planalto, terão acesso ao crédito empresas exportadoras industriais e setores estratégicos do comércio exterior, incluindo siderurgia, metalurgia, automotivo, autopeças, farmacêutico, máquinas e equipamentos, eletrônicos e cadeias dependentes de fertilizantes — todos diretamente afetados pela ruptura de fluxos comerciais e logísticos decorrentes da guerra.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que o objetivo é ampliar o suporte a setores já fragilizados pelas sobretaxações estadunidenses e agora pressionados por conflitos armados. Parte dos recursos virá do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), evidenciando o papel do Estado na contenção de crises geradas externamente.
Paralelamente, Lula sancionou a criação do Sistema Brasileiro de Crédito Oficial à Exportação, que pretende modernizar o financiamento e o seguro de exportações, além de centralizar informações em um portal único e estimular práticas de economia verde e descarbonização. A medida também impede que países inadimplentes com o Brasil acessem novos créditos, introduzindo mecanismos de proteção financeira.
O conjunto de ações revela uma estratégia de defesa econômica frente à volatilidade internacional produzida por políticas externas agressivas e sanções unilaterais, que historicamente têm funcionado como instrumentos de coerção econômica e manutenção de hegemonia global por parte dos Estados Unidos, com impactos diretos sobre economias periféricas e dependentes como a brasileira.
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