

Irã intensifica ataques ao setor energético do Golfo após ofensiva militar liderada por EUA e Israel
quinta-feira, 12 de março de 2026
©CNBC
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O Irã intensificou ataques contra alvos energéticos no Golfo após duas explosões atingirem navios-tanque de combustível próximos ao porto de Basra, no sul do Iraque, provocando incêndios e interrompendo operações nos terminais petrolíferos do país. A agência de notícias iraquiana informou que 38 tripulantes foram resgatados e uma pessoa morreu no incidente.
A agência estatal iraniana IRNA afirmou que o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica atacou um dos navios, o Safesea Vishnu, identificado como pertencente a uma empresa dos EUA, alegando que a embarcação ignorou avisos e ordens de segurança. Autoridades indianas disseram que o navio, registrado sob bandeira das Ilhas Marshall, foi atingido por uma lancha não tripulada. Um segundo navio, o Zefyros, de propriedade grega e bandeira maltesa, foi atingido durante uma transferência de carga com o Safesea Vishnu, segundo a empresa Benetech Shipping. Em outro incidente, um navio porta-contêineres de propriedade chinesa foi atingido por um projétil desconhecido nos Emirados Árabes Unidos, causando um incêndio de pequenas proporções, de acordo com o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido.
Cerca de 20% do petróleo mundial passa normalmente pelo Estreito de Ormuz, e a escalada militar elevou temporariamente os preços globais do petróleo para cerca de US$ 100 por barril. O porta-voz militar iraniano Ebrahim Zolfaqari declarou que o mundo deveria “preparar-se para o barril a US$ 200”, afirmando que o preço da energia depende da segurança regional “que vocês desestabilizaram”.
O governo iraniano também advertiu que poderá atacar instituições financeiras associadas aos EUA e a Israel após um banco iraniano ter sido atingido. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, afirmou que as forças armadas iranianas “irão punir esse crime”. Incêndios também atingiram tanques de combustível no Bahrein e instalações de armazenamento no porto de Salalah, em Omã.
Imagens divulgadas mostraram colunas de fumaça próximas ao aeroporto internacional do Bahrein, enquanto equipes de emergência trabalharam durante horas para conter as chamas. Em Dubai, um arranha-céu foi danificado após a queda de um drone, segundo autoridades locais. A Agência da ONU para Refugiados afirmou que cerca de 3,2 milhões de iranianos foram deslocados internamente desde o início da escalada militar após o martírio de Khamenei. O chefe humanitário da ONU, Tom Fletcher, classificou a campanha militar como uma “aventura militar imprudente” e declarou à BBC que centenas de crianças morreram durante os ataques. O embaixador iraniano na ONU, Amir-Saeid Iravani, afirmou que mais de 1.300 pessoas morreram e cerca de 17.000 ficaram feridas no Irã desde o início da ofensiva iniciada em 28 de fevereiro.
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