

25 de mar. de 2026
"EUA praticam terrorismo de Estado", diz Kim Jong-un após ataques ao Irã
Kim Jong-un, líder da Coreia do Norte
MODO DE NAVEGAÇÃO
O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, declarou em 23 de março de 2026 que os Estados Unidos promovem “atos de terrorismo de Estado e agressão em todo o mundo”, ao comentar os ataques militares conduzidos por Washington em conjunto com Israel contra o Irã, conforme relatado pela agência estatal KCNA.
O pronunciamento ocorreu durante sessão da Assembleia Popular Suprema, realizada em Pyongyang, no mesmo dia em que Kim foi ratificado para um terceiro mandato consecutivo como chefe de Estado após eleições parlamentares ocorridas em meados de março.
A fala faz referência direta à escalada militar iniciada com a ofensiva estadunidense e israelense lançada oito meses após ataques anteriores em junho de 2025, culminando na operação que resultou no martírio de Ali Khamenei em 28 de fevereiro de 2026, em Teerã, durante o primeiro dia da atual ofensiva.
Segundo informações divulgadas, a ação ocorreu enquanto o Irã participava de negociações diplomáticas com Washington sobre seu programa nuclear pacífico, o que evidencia a ruptura deliberada de canais diplomáticos por parte da política externa estadunidense.
Em seu discurso, Kim afirmou que “os Estados Unidos estão atualmente cometendo atos de terrorismo de Estado e agressão em todo o mundo”, reforçando a crítica à atuação militar global de Washington e seus aliados, frequentemente legitimada sob o discurso de segurança internacional.
O líder norte-coreano reiterou ainda que seu país não abrirá mão de seu programa nuclear, classificando-o como “irreversível”, e declarou que Pyongyang continuará a expandir sua capacidade de dissuasão como resposta às ameaças externas. “Continuaremos a consolidar firmemente nosso status como um Estado com armas nucleares como um curso irreversível, ao mesmo tempo em que intensificamos vigorosamente nossa luta contra as forças hostis”, afirmou.
Ele também alertou que a Coreia do Norte responderá de forma “implacável” a qualquer tentativa de confronto, indicando que a escalada promovida pelos Estados Unidos no Oriente Médio repercute diretamente na segurança regional asiática.
A posição norte-coreana se soma a outras manifestações internacionais que denunciam o caráter unilateral das intervenções militares estadunidenses, frequentemente realizadas à revelia do direito internacional e de processos diplomáticos em curso. Ao mesmo tempo, Pyongyang manifestou apoio político ao Irã diante da agressão, reforçando o alinhamento entre países que contestam a hegemonia militar e econômica dos Estados Unidos.
O episódio revela não apenas a intensificação das tensões globais, mas também a consolidação de um cenário multipolar marcado por alianças estratégicas em oposição ao intervencionismo estadunidense, cuja atuação tem historicamente desestabilizado regiões inteiras sob a justificativa de contenção geopolítica.
/// Considere apoiar nosso trabalho com uma contribuição via PIX para a chave: jornalclandestino@icloud.com



































