Síria: Alerta para risco de ressurgimento do ISIS
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Os governos dos Estados Unidos, da França, do Reino Unido e da Alemanha apelaram ao governo sírio e às forças curdas para que evitem qualquer vazio de segurança que possa ser explorado pelo Estado Islâmico. Em declaração conjunta, os países destacaram a necessidade de manter o foco coletivo no combate ao grupo e de proteger centros de detenção onde estão presos seus integrantes.

No comunicado, os representantes enfatizaram que esforços coordenados são essenciais para impedir fugas de combatentes e a reorganização da organização extremista. Segundo o texto, a instabilidade dentro ou ao redor de prisões e campos no nordeste da Síria representa um risco direto à segurança regional e internacional.
A declaração foi divulgada após uma reunião entre o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, a ministra do Interior do Reino Unido, Yvette Cooper, a vice-ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Serap Güler, e o enviado especial dos Estados Unidos para a Síria, Tom Barrack. Os participantes anunciaram a intenção de convocar, o mais rapidamente possível, uma reunião da Coalizão Internacional contra o Estado Islâmico.
Os quatro países também defenderam que as partes envolvidas no conflito sírio cheguem com urgência a um acordo para um cessar-fogo permanente. O objetivo, segundo a declaração, é permitir negociações que viabilizem a integração pacífica e duradoura do nordeste da Síria a um Estado sírio unificado e soberano, com garantias efetivas de direitos para todos os cidadãos.
O alerta ocorre após o avanço das forças do governo de Damasco, apoiadas por aliados, sobre áreas anteriormente controladas pelas Forças Democráticas da Síria (FDS), coalizão liderada por curdos. A ofensiva aumentou as incertezas sobre a segurança de campos e prisões que concentram milhares de membros do Estado Islâmico e seus familiares desde a derrota territorial do grupo em 2019.
Diante desse cenário, os Estados Unidos iniciaram a transferência de prisioneiros, incluindo cidadãos europeus, para o Iraque, com o objetivo de reduzir o risco de fugas e de reforçar a custódia dos detidos. Segundo autoridades militares norte-americanas, até 7.000 suspeitos de ligação com o Estado Islâmico podem ser transferidos.
O grupo ISIS voltou a demonstrar capacidade de reorganização após a queda do governo de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024, e a formação de um governo de transição em Damasco liderado por Ahmad al-Sharaa, ex-jihadista, e atual presidente de transição .
Nas últimas semanas, Estados Unidos, França e Reino Unido realizaram ataques aéreos contra posições do ISIS na Síria. Segundo autoridades francesas, as operações buscam impedir um novo fortalecimento da organização, que chegou a controlar amplas áreas da Síria e do Iraque durante a década de 2010.
Enquanto isso, o governo sírio e as Forças Democráticas da Síria concordaram em prorrogar por mais 15 dias um cessar-fogo, embora ambos os lados se acusem de violações do acordo. As negociações envolvem a transferência das regiões antes controladas pelas FDS para Damasco e a integração de seus dirigentes e combatentes à administração central, processo considerado sensível para a estabilidade do país.



















































