Líder do Ansar Allah classifica agressão contra Irã como ameaça regional
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- 19 de jun. de 2025
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O líder do movimento de resistência iemenita Ansar Allah, Sayyed Abdul Malik al-Houthi, declarou que a ofensiva contra a República Islâmica do Irã representa um “desenvolvimento perigoso” para a estabilidade regional, ao mesmo tempo em que acusou os Estados Unidos de adotarem uma política de “engano estratégico” em relação a Teerã.
Em um pronunciamento televisionado, Houthi criticou a recente agressão do regime israelense contra o Irã, sublinhando que o país persa, segundo sua doutrina oficial, não persegue a produção de armas nucleares. Para o líder iemenita, o verdadeiro motivo do cerco ocidental ao Irã está no seu apoio incondicional à causa palestina e na recusa em se submeter às pressões do Ocidente. “Eles não querem um Irã independente”, afirmou.

Houthi também condenou o uso da questão nuclear como justificativa para sanções e ameaças, apontando a contradição de potências como os EUA e Israel — ambos detentores de arsenais nucleares — que acusam o Irã de militarização sem apresentarem provas consistentes. “Se há uma entidade que deve ser impedida de possuir armas nucleares, é o regime criminoso de Israel, que continua impune diante da comunidade internacional”, ressaltou.
Segundo o líder do Ansarullah, o apoio iraniano às nações muçulmanas oprimidas é uma das principais razões do antagonismo ocidental contra Teerã. Ele defendeu o papel do Irã como nação soberana e livre, que pauta sua política externa com base na independência e na defesa da causa islâmica.
Sobre os recentes confrontos, Houthi destacou que a resposta militar iraniana representou um duro golpe para os inimigos. “A resposta firme e coordenada do Irã colocou seus adversários em uma situação inédita. As operações desta quinta-feira, como parte da ‘True Promise III’, foram cruciais para desmontar a narrativa israelense”, afirmou.
Durante a operação de retaliação, o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC) lançou uma ofensiva com mísseis e drones contra instalações militares e industriais estratégicas em Tel Aviv e Haifa. De acordo com comunicado do IRGC, mais de cem drones de combate e de ataque suicida foram empregados, tendo como alvos principais os sistemas de defesa antimísseis israelenses.
As ações do Irã ocorreram em resposta aos ataques israelenses que resultaram na morte de altos comandantes militares, cientistas nucleares e civis iranianos. Houthi afirmou que tais agressões apenas fortalecem a resistência e expõem a hipocrisia das potências ocidentais no trato com o Oriente Médio.
Fonte: PressTV



































