Ataques israelenses deixam ao menos 11 mortos em Gaza, incluindo três jornalistas e duas crianças
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Pelo menos 11 palestinos, incluindo três jornalistas e duas crianças, foram mortos nesta quarta-feira (21) em série de ataques das forças israelenses na Faixa de Gaza, segundo autoridades médicas locais. Os assassinatos ocorreram em múltiplos incidentes em diferentes áreas do enclave, um dos mais violentos desde que um cessar-fogo intermediado pelos Estados Unidos foi implementado em outubro de 2025.

As forças israelenses mataram ao menos 11 palestinos em ataques na Faixa de Gaza nesta quarta-feira (21), incluindo três jornalistas que cobriam questões humanitárias e duas crianças, informaram autoridades de saúde do território. Os ataques ocorreram em diferentes localidades do enclave, marcando um dos dias mais letais desde o cessar-fogo que entrou em vigor em outubro de 2025.
Entre os mortos estão três jornalistas palestinos que estavam em um veículo atingido por um ataque aéreo no centro da Faixa de Gaza enquanto documentavam um acampamento de deslocados organizado pelo Comitê Egípcio de Ajuda Humanitária, segundo fontes médicas e colegas de trabalho.
Além dos profissionais de mídia, autoridades de saúde relataram a morte de duas crianças de 13 anos em incidentes separados. Em um deles, um menino foi atingido por fogo de tropas israelenses enquanto coletava lenha na cidade de Bani Suheila. Em outro, um jovem e outros dois adultos foram mortos por um ataque com drones na área oriental do campo de refugiados de Bureij.
Uma mulher também foi morta por disparos em Khan Younis, no sul de Gaza, de acordo com relatos de equipes de mídia e autoridades hospitalares locais. Outras vítimas foram registradas em diferentes partes do território durante os confrontos e operações militares do dia.
Fontes médicas informaram que várias pessoas ficaram feridas nos ataques e foram encaminhadas a hospitais para tratamento. O balanço oficial de vítimas ainda pode ser atualizado à medida que chegam mais informações das equipes de saúde da região.
O massacre ocorreu em um contexto de repetidas violações do cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos entre o Hamas e Israel, com incidentes de violência registrados desde que o acordo foi firmado. Segundo o ministério da Saúde da Faixa de Gaza, mais de 470 palestinos foram mortos por disparos israelenses desde então.
A extensão das ações militares e a morte de profissionais de imprensa reacenderam críticas de organizações de direitos humanos e pedidos por investigações independentes, que destacam o risco crescente enfrentado por civis e jornalistas em áreas de conflito contínuo.



















































