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Centenas de palestinos foram presos por tentarem recuperar pertences pessoais antes da demolição de suas casas

As forças de ocupação israelenses detiveram, nesta sexta-feira (03/05), centenas de palestinos que tentavam recuperar pertences pessoais de suas casas nos campos de refugiados de Tulkarm e Nur Shams, na Cisjordânia ocupada, antes da execução de ordens de demolição em larga escala. As informações são da agência WAFA.



Prisioneiros palestinos, 2025. arquivo
Prisioneiros palestinos, 2025. arquivo


Durante a operação, soldados israelenses perseguiram moradores que corriam para salvar seus bens e dispararam intensamente contra a multidão. A jornalista Rou'a Duraydi foi ferida por estilhaços no pé e levada a um hospital.


Dezenas de jovens foram conduzidos a centros de interrogatório e o fotojornalista Fadi Yassin foi preso nas imediações da Mesquita Bilal, nos arredores de Tulkarm. Os militares também instalaram cartazes com a inscrição "Proibida a entrada – Zona militar fechada" nas entradas do campo.


Simultaneamente, uma multidão se reuniu na Praça Gamal Abdel Nasser, em Tulkarm, para protestar contra o que consideram uma campanha sistemática de demolições, incêndios e explosões de moradias. Os manifestantes reafirmaram o compromisso com o direito de retorno, lembrando que suas famílias foram expulsas de suas terras durante a Nakba, em 1948.


Na noite anterior, as autoridades israelenses haviam emitido ordens para demolir 106 edificações – sendo 58 no campo de Tulkarm e 48 no campo de Nur Shams. O governador de Tulkarm, Abdullah Kmeil, classificou as demolições como um “crime contra a humanidade” e apelou à comunidade internacional por intervenção urgente.


Os residentes receberam um prazo de 24 horas para evacuar as casas, cujas localizações foram marcadas em mapas entregues junto aos avisos. Segundo Israel, as demolições têm "finalidade militar".


A ofensiva israelense já dura 96 dias consecutivos nos dois campos, resultando na expulsão forçada de mais de 4.200 famílias – cerca de 25 mil pessoas. Até o momento, 396 casas foram totalmente demolidas, outras 2.753 sofreram danos, e os campos permanecem sob cerco severo.

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