China rejeita as acusações dos EUA e reafirma seu apoio a Cuba
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A China rejeitou acusações dos Estados Unidos contra sua cooperação com Cuba em 29 de abril de 2026. O governo chinês afirmou que as relações com a ilha são legítimas e transparentes. Pequim também exigiu o fim do bloqueio imposto por Washington. O Ministério das Relações Exteriores da China declarou, em conferência de imprensa realizada em 29 de abril de 2026, que a cooperação com Cuba ocorre dentro de parâmetros legais e públicos, respondendo diretamente a declarações emitidas por autoridades estadunidenses. O porta-voz Lin Jian afirmou que as acusações apresentadas por Washington não possuem base factual e estão associadas à manutenção de medidas coercitivas contra a ilha caribenha.

Durante a coletiva, Lin Jian declarou que “inventar pretextos e espalhar rumores jamais justificará o bloqueio e as sanções ilegais contra Cuba”, em referência direta às políticas impostas por sucessivas administrações em Washington. O bloqueio econômico, comercial e financeiro contra Cuba permanece em vigor há mais de seis décadas e inclui restrições a transações bancárias, comércio internacional e acesso a tecnologias.
O porta-voz também afirmou que as declarações estadunidenses não alteram o registro histórico de violações contra a soberania cubana. Segundo ele, essas ações “não serão capazes de encobrir o fato de que os EUA violaram gravemente o direito da ilha ao desenvolvimento, bem como as normas básicas das relações internacionais”.
Lin Jian reiterou que o governo chinês manterá apoio político e econômico a Cuba em áreas que incluem comércio, infraestrutura e cooperação técnica. Ele declarou que Pequim continuará a apoiar “firmemente Cuba na defesa de sua soberania e segurança nacional”, ao mesmo tempo em que instou o governo estadunidense a encerrar o bloqueio e suspender sanções e mecanismos de pressão.
A posição expressa pelo Ministério das Relações Exteriores da China segue declarações anteriores do governo chinês em fóruns internacionais, nas quais o país tem rejeitado medidas unilaterais aplicadas por Washington contra Estados que não se alinham à sua política externa. Pequim tem reiterado em diversas ocasiões sua disposição de ampliar acordos com Havana em setores estratégicos, incluindo energia, saúde e tecnologia.
As declarações chinesas ocorrem em meio à continuidade de sanções aplicadas com base em legislações como a Lei Helms-Burton, que amplia o alcance extraterritorial das medidas estadunidenses contra Cuba, afetando empresas e instituições financeiras de terceiros países envolvidas em relações com a ilha.
O posicionamento foi divulgado pelo jornal Granma, órgão oficial do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba, que destacou a resposta chinesa como parte de uma articulação internacional contrária às sanções impostas por Washington.



































