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Deslizamento em mina de coltan na RD Congo mata mais de 200 pessoas, aproximadamente 70 eram crianças

Um deslizamento de terra em Rubaya, no leste da República Democrática do Congo, provocou a morte de mais de 200 pessoas nesta quarta-feira, 4 de março de 2026, segundo o Ministério de Minas da RDC. Entre as vítimas, aproximadamente 70 eram crianças, enquanto dezenas de feridos foram encaminhados para hospitais na cidade de Goma, capital da província de Kivu do Norte. A tragédia ocorreu em uma mina de coltan, metal estratégico para a produção de tântalo utilizado em celulares, computadores e equipamentos aeroespaciais, cuja produção de Rubaya representa cerca de 15% do mercado mundial.


Um pedaço de coltan em forma de rocha - os mineiros precisam cavar, carregar pedras e quebrá-las para acessar os minerais
Um pedaço de coltan em forma de rocha - os mineiros precisam cavar, carregar pedras e quebrá-las para acessar os minerais

O coltan de Rubaya é controlado pelo grupo rebelde AFC/M23, apoiado por Ruanda, que mantém a área sob sua administração desde 2024. Autoridades do grupo declararam à Reuters que “a continuidade das operações foi desaconselhada” e atribuíram o desabamento às fortes chuvas dos últimos dias, ressaltando a falta de medidas adequadas de proteção para os mineiros. Este é o segundo incidente em menos de dois meses no mesmo local; em janeiro de 2026, outro deslizamento causou mais de 200 mortes, com relatos de mineração ilegal sem padrões de segurança mínimos, ignorados pelas autoridades congolesas e por atores internacionais interessados no coltan.


Rubaya tornou-se alvo estratégico de interesses estrangeiros: recentemente, o local foi incluído em uma lista restrita de ativos de mineração oferecida aos Estados Unidos dentro de um programa de cooperação mineral, evidenciando a pressão externa sobre os recursos naturais da RDC. A extração de coltan na região alimenta cadeias globais de tecnologia, mas expõe trabalhadores a condições de extremo risco, repetidamente ignoradas por milícias locais e investidores internacionais.


Testemunhos de mineiros e relatórios de agências internacionais indicam que a segurança no local é mínima, com escavações instáveis e ausência de infraestrutura para evacuação de emergência. Apesar do risco, a exploração continua em ritmo intenso, impulsionada pela demanda global por tântalo e pelo envolvimento direto de grupos armados e interesses externos, que priorizam lucros sobre vidas humanas.

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