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Dinamarca alerta que situação na Groenlândia deve se agravar

A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmou que a situação em torno da Groenlândia deve piorar, após meses de declarações e de pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que os Estados Unidos assumam maior controlo sobre a ilha ártica. Frederiksen classificou a pressão de “absolutamente inaceitável” e advertiu que a parte mais difícil ainda está por vir.


A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, se encontra soldados.  ©Ritzau Scanpix - Mikkel Berg Pedersen ©Reuters
A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, se encontra soldados. ©Ritzau Scanpix - Mikkel Berg Pedersen ©Reuters

A chefe de governo da Dinamarca, Mette Frederiksen, declarou em entrevista coletiva nesta terça-feira (13) que a situação envolvendo a Groenlândia, território autônomo sob soberania dinamarquesa, tende a se deteriorar antes de melhorar, em meio a forte pressão dos Estados Unidos para obter maior controle sobre o estratégico território no Ártico.


Frederiksen classificou como “absolutamente inaceitável” a postura americana, em referência às demandas do presidente Donald Trump e de membros de sua administração. Ela afirmou que, apesar de ser difícil resistir à pressão de um “aliado mais próximo”, há indícios de que a fase mais complicada do processo ainda está por vir, sugerindo que desafios diplomáticos e geopolíticos persistirão.


O comentário da primeira-ministra foi feito um dia antes de uma reunião em Washington entre o vice-presidente dos EUA, JD Vance, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, e os ministros das Relações Exteriores da Dinamarca e da Groenlândia, Lars Løkke Rasmussen e Vivian Motzfeldt, respectivamente. O encontro tem como foco principal discutir as exigências dos Estados Unidos em relação à ilha.


Segundo autoridades dinamarquesas e groenlandesas, a Groenlândia não está “à venda” e não aceitará qualquer tentativa externa de alterar seu status político sem respeito ao direito internacional e à soberania do povo local. O primeiro-ministro groenlandês, Jens-Frederik Nielsen, afirmou que, se tivesse de escolher entre Dinamarca e Estados Unidos, optaria por permanecer ligado ao Reino da Dinamarca e aos seus aliados europeus.


A pressão dos Estados Unidos sobre a Groenlândia intensificou-se nos últimos meses, com Trump argumentando que o território é crucial para a segurança nacional norte-americana, especialmente diante de competições geopolíticas com Rússia e China no Ártico. Ele chegou a afirmar que os EUA precisam controlar a ilha e que qualquer outra situação seria “inaceitável”.


A Groenlândia é um território autônomo dentro do Reino da Dinamarca, com competências próprias em grande parte de sua administração interna, embora a defesa e as relações exteriores continuem sob responsabilidade dinamarquesa. Historicamente, os Estados Unidos mantêm presença militar na ilha em virtude de um tratado de defesa assinado em 1951, que garante acesso a instalações estratégicas.


A divulgação da opinião de Frederiksen sobre o agravamento da situação ocorre em meio a um cenário diplomático delicado, com líderes europeus apoiando a posição de Copenhague e defendendo que qualquer decisão sobre o futuro da Groenlândia deve respeitar a vontade de seus habitantes e os princípios da soberania nacional.


As negociações previstas em Washington são vistas como uma tentativa de encontrar vias diplomáticas para reduzir as tensões, embora diferenças fundamentais entre as posições de Dinamarca, Groenlândia e Estados Unidos persistam, segundo autoridades envolvidas.

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