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Estivadores de Marselha se recusam a abastecer o exército genocida israelense

Comunicado sindical:

No comunicado, os estivadores declararam:

“O porto de Marselha-Fos não deve servir para abastecer o exército israelense. Os estivadores e agentes portuários do Golfo de Fos não participarão do genocídio em curso (em Gaza) orquestrado pelo governo israelense.”

Origem e destino da carga:

Segundo a agência turca Anadolu Agency, esses paletes vieram de fornecedores europeus (não especificados) e seriam enviados a Haifa, via transbordo em Fos-sur-Mer. Os estivadores explicaram que, ao contrário da inspeção de abril (caso do navio Nexoe Maersk), desta vez a mercadoria estava explicitamente identificada como peças de armamento para metralhadoras.


Direito de retirada dos trabalhadores:

Na França, o Código do Trabalho (art. L. 4131-1) permite que qualquer empregado se afaste de uma situação de trabalho quando considerar que ela apresenta perigo grave e iminente para sua vida ou saúde. Os estivadores costumam estender essa ideia ao “uso direto” de sua força de trabalho em operações que consideram contrárias aos seus valores.



© Alexi J. Rosenfeld / Getty Images
© Alexi J. Rosenfeld / Getty Images

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