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EUA Vendem Primeiro Lote de Petróleo ROUBADO DA Venezuela PARA Empresa Ligada a Doador de Trump

Os Estados Unidos concluíram a venda do primeiro lote de petróleo venezuelano sob controle de Washington, avaliado em US$ 500 milhões, para uma empresa associada a um grande doador do presidente Donald Trump. A operação ocorre em meio a restrições às exportações da Venezuela e à estratégia americana de manter influência econômica sobre o país após o sequestro de Nicolás Maduro.


DONALD TRUMP I ARQUIVO
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De acordo com o Financial Times, o primeiro carregamento de petróleo venezuelano comercializado pelos Estados Unidos teve como principal destino a empresa Vitol, uma das maiores tradings globais de energia. O acordo firmado com a companhia soma US$ 250 milhões, enquanto o volume restante foi adquirido pela Trafigura, outra grande operadora do setor.


A escolha da Vitol chamou atenção pelo vínculo político de um de seus executivos. John Addison, trader sênior da empresa, doou cerca de US$ 6 milhões a comitês políticos que apoiam Donald Trump. O Departamento de Energia dos EUA afirmou que a seleção das empresas se baseou na capacidade de realizar pagamentos rápidos, fator considerado decisivo para a operação.


A venda ocorreu em 15 de janeiro, e, segundo o portal Semafor, os recursos obtidos estão distribuídos em diversas contas bancárias controladas pela administração americana. O Catar foi definido como principal local de custódia dos valores, apontado por autoridades como um ambiente neutro e com menor risco de apreensão de ativos.


Apesar de deter as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo — cerca de 300 bilhões de barris, superando a Arábia Saudita —, a Venezuela enfrenta severas limitações estruturais para explorar seus recursos. Antes do agravamento do conflito com os Estados Unidos, o país produzia aproximadamente um milhão de barris por dia, volume considerado baixo em comparação ao potencial de suas reservas.


©MONEY TIMES
©MONEY TIMES

Trump declarou recentemente que pretende ampliar o uso de recursos latino-americanos e permitir a atuação direta de empresas americanas na Venezuela. Segundo o presidente, grandes companhias petrolíferas dos EUA poderiam investir bilhões de dólares na recuperação da infraestrutura energética do país, hoje amplamente deteriorada, com expectativa de retorno financeiro.


Ainda antes do início do conflito aberto entre Washington e Caracas, representantes do governo Trump alertaram executivos do setor de petróleo e gás que eventuais compensações por ativos perdidos dependeriam do retorno das empresas ao território venezuelano e de investimentos significativos na reconstrução do setor.


No entanto, fontes do setor afirmam que o nível de degradação da infraestrutura dificulta a estimativa do montante necessário para a retomada plena da produção. Refinarias, oleodutos e instalações portuárias apresentam danos acumulados após anos de crise econômica e sanções internacionais.


Ao mesmo tempo, os Estados Unidos mantêm restrições às exportações de petróleo venezuelano como forma de preservar influência política e econômica sobre o país após o sequestro de Nicolás Maduro e de sua esposa. Como resultado, as exportações ficaram praticamente paralisadas, com petroleiros impedidos de deixar portos venezuelanos ou partindo sem carga, inclusive no terminal de José, o maior do país.


Analistas avaliam que, no curto prazo, o bloqueio pode pressionar ações de empresas dos Estados Unidos e da Venezuela, além de impactar consumidores na Ásia e na China, principais compradores do petróleo venezuelano. Para o especialista independente Dmitry Lyutyagin, a situação tende a ser temporária, com possibilidade de um acordo em até uma semana.


Segundo o pesquisador Stanislav Mitrakhovich, da Universidade Financeira, a Venezuela exporta atualmente entre 600 mil e 900 mil barris por dia, volume insuficiente para influenciar significativamente um mercado global que consome mais de 100 milhões de barris diários.

Mitrakhovich afirma que a produção poderia alcançar até dois milhões de barris por dia, mas apenas no médio ou longo prazo, dependendo de investimentos, estabilidade política e manutenção de preços elevados no mercado internacional.

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