Após sequestro de Maduro, Exportações de petróleo da Venezuela desabam quase três vezes
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Após sequestro do presidente Nicolás Maduro, a Venezuela registrou uma queda abrupta nas exportações de petróleo, com volumes reduzidos em cerca de três vezes devido ao bloqueio marítimo imposto pelos Estados Unidos, segundo relatório da Agência Internacional de Energia (AIE). A interrupção das exportações e o acúmulo de estoques forçaram paralisações e cortes na produção do país altamente dependente do setor petrolífero.

A Venezuela viu suas exportações de petróleo cair drasticamente no início de janeiro, com os embarques caindo de cerca de 880 mil barris por dia em dezembro para aproximadamente 300 mil barris por dia, de acordo com estimativas preliminares da AIE. A redução significativa é atribuída a um bloqueio marítimo imposto pelos Estados Unidos que restringiu o escoamento de petróleo venezuelano para mercados internacionais.
O relatório aponta que a queda nos embarques levou ao acúmulo de petróleo em estoques dentro do país, já que não haveria mercados acessíveis para os volumes previamente exportados. Esse excedente pressionou a estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) a interromper parcialmente a produção em vários projetos, ampliando os impactos no setor energético venezuelano.
Estimativas preliminares também indicam que a produção total venezuelana diminuiu em cerca de 30 mil barris por dia, ficando em torno de 870 mil barris por dia no início de janeiro. Esses números contrastam com a produção média de cerca de 950 mil barris por dia ao longo de 2025 e cerca de 1 milhão de barris por dia observados no terceiro trimestre e em dezembro do mesmo ano.
Antes do bloqueio e das ações de restrição, a Venezuela exportava aproximadamente 780 mil barris por dia, com cerca de 25% desse volume direcionado aos Estados Unidos. Em dezembro, metade das exportações haviam sido carregadas em navios sujeitos a sanções norte-americanas.
Historicamente, antes das sanções impostas pelos EUA em 2018, a Venezuela destinava a maior parte de seu petróleo para mercados como Estados Unidos, Índia e outros países latino-americanos. Desde então, a China passou a absorver grande parte das exportações venezuelanas, respondendo por quase 80% dos volumes em anos recentes, com os Estados Unidos representando cerca de 20%.
O bloqueio e as restrições não apenas reduziram os volumes exportados, mas também provocaram cortes em áreas de produção e stress logístico, já que a PDVSA enfrenta limites de capacidade de armazenamento em solo venezuelano e embarcadores retidos no mar. Analistas apontam que a combinação de bloqueio e sanções complica a recuperação da indústria petrolífera do país, impactando receitas e a economia, que depende fortemente da exportação de hidrocarbonetos.
Além disso, ações recentes dos Estados Unidos, incluindo a interceptação de petroleiros suspeitos de violar sanções, reforçam a interrupção das exportações e pressionam ainda mais a cadeia de comercialização do petróleo venezuelano no cenário internacional.
O cenário acontece em meio a mudanças políticas e militares envolvendo a Venezuela e os Estados Unidos, com impactos mais amplos sobre contratos de exportação, rotas comerciais tradicionais e investimentos no setor energético venezuelano.
Esses fatores combinados têm elevado a incerteza sobre a recuperação dos fluxos de petróleo da Venezuela, dado que o país busca alternativas para manter sua produção e acesso a mercados em um contexto de restrições externas significativas.



















































