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Frio intenso 'provoca' morte de MAIS um bebê em Gaza

Um bebê de seis meses morreu na Faixa de Gaza em decorrência do frio extremo, elevando para nove o número de crianças que perderam a vida por hipotermia desde o início do inverno. Autoridades de saúde locais atribuem as mortes às baixas temperaturas e às restrições à entrada de ajuda humanitária, que dificultam o acesso a abrigo, aquecimento e atendimento médico.


FAIXA DE GAZA, JULHO DE 2025. ARQUIVO
FAIXA DE GAZA, JULHO DE 2025. ARQUIVO

O Ministério da Saúde de Gaza informou nesta terça-feira (20) que Shatha Abu Jarad, de seis meses, morreu devido às condições climáticas severas no enclave. Segundo a pasta, a ocorrência amplia a série de óbitos infantis associados à exposição ao frio durante o inverno. De acordo com o comunicado, as mortes por hipotermia têm afetado principalmente bebês e crianças pequenas, que vivem em abrigos improvisados ou em residências danificadas, sem proteção adequada contra vento e baixas temperaturas.


Além do caso da criança, autoridades de saúde relataram a morte de um palestino por disparos israelenses, cujo corpo deu entrada em hospitais de Gaza. Outras sete pessoas ficaram feridas em incidentes registrados no mesmo período, segundo os serviços médicos locais.


O governo de Gaza voltou a afirmar que as limitações impostas por Israel à entrada de ajuda humanitária contribuem para o agravamento da crise. As restrições, segundo as autoridades, afetam o fornecimento de combustível, cobertores, roupas de inverno, aquecedores e medicamentos, colocando em risco a população civil, especialmente crianças, idosos e pacientes crônicos.


Relatos anteriores de organizações locais e internacionais indicam que episódios de vento forte, chuvas e quedas acentuadas de temperatura já haviam provocado outras mortes por hipotermia em meados de janeiro, em diferentes regiões do território.


Segundo dados divulgados por autoridades palestinas, mais de 71 mil pessoas morreram e mais de 171 mil ficaram feridas desde o início do genocídio, com impacto desproporcional sobre mulheres e crianças. Israel, por sua vez, sustenta que suas operações têm como alvo grupos armados e que medidas de segurança são necessárias no contexto do conflito.


A situação humanitária segue sendo alvo de alertas de organismos internacionais, que pedem a ampliação imediata do acesso à ajuda e a adoção de medidas para proteger civis diante das condições extremas do inverno.

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