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Governo Trump diz que FBI não investigará morte de Renée Good por agente federal

O vice-procurador-geral dos Estados Unidos, Todd Blanche, afirmou que o FBI não investigará a morte de Renée Nicole Good, baleada por um agente do ICE em Minneapolis. Enquanto a apuração sobre o atirador foi descartada, o Departamento de Justiça ampliou investigações contra familiares da vítima e autoridades locais, provocando críticas e renúncias de promotores.


Um manifestante segura uma foto de Renée Good do lado de fora do Capitólio em Washington, DC. Aaron Schwartz. ©SIPA EUA
Um manifestante segura uma foto de Renée Good do lado de fora do Capitólio em Washington, DC. Aaron Schwartz. ©SIPA EUA

Em entrevista ao programa Fox News Sunday, o vice-procurador-geral dos EUA, Todd Blanche, declarou que o FBI não abriu nem pretende abrir investigação sobre Jonathan Ross, agente da Imigração e Alfândega (ICE) que matou Renée Nicole Good durante uma abordagem em Minneapolis, no início do mês.


Segundo Blanche, o governo federal não investiga automaticamente casos em que agentes alegam legítima defesa. Ele afirmou que as circunstâncias do caso não justificariam uma apuração federal e que a decisão não mudará por pressão política ou midiática, a menos que surjam novos elementos.

O vice-procurador-geral também sustentou que o episódio já teria sido amplamente analisado pela opinião pública, uma vez que foi registrado em vídeos feitos por testemunhas no local. Para ele, essas gravações tornariam desnecessária uma investigação formal do FBI.


No entanto, análises independentes de imagens realizadas por veículos como o New York Times e pelo coletivo Bellingcat indicam que as evidências visuais não confirmam a versão de legítima defesa apresentada pelo governo. As investigações apontam que não há sinais de que o agente tenha sido atropelado e destacam que ele próprio se colocou em posição de risco ao se aproximar do veículo da vítima.


Apesar da recusa em investigar o agente responsável pelos disparos, o Departamento de Justiça passou a apurar a conduta de pessoas próximas a Renée Good. Entre os alvos estão a viúva da vítima, Becca Good, além do governador de Minnesota, Tim Walz, e do prefeito de Minneapolis, Jacob Frey.


Jonathan Ross, agente do ICE que matou mulher em Minneapolis I NDTV
Jonathan Ross, agente do ICE que matou mulher em Minneapolis I NDTV

Autoridades estaduais e locais também foram afastadas de qualquer investigação sobre o caso. Um dia após a morte de Good, o Bureau of Criminal Apprehension de Minnesota informou que o escritório do procurador federal havia impedido a participação de órgãos locais na apuração.


A condução do caso levou à renúncia de vários promotores federais em Minnesota, segundo reportagens da imprensa norte-americana, com outros pedidos de desligamento previstos para os próximos dias.


Na sexta-feira (16), o Departamento de Justiça anunciou oficialmente a abertura de investigações contra Walz e Frey, acusando-os de conspirar para dificultar a atuação de agentes federais de imigração no estado. Em resposta, o prefeito Jacob Frey afirmou que as investigações representam uma tentativa de intimidação política. Ele declarou que não recuará de sua posição e que seguirá priorizando a segurança da população de Minneapolis.


Dias antes do anúncio formal do DOJ, Todd Blanche havia acusado publicamente o governador e o prefeito de incentivarem violência contra forças de segurança, usando termos como “terrorismo” em publicações nas redes sociais.


O governador Tim Walz reagiu classificando as investigações como uma instrumentalização do sistema de justiça contra adversários políticos. Segundo ele, a única pessoa que não está sendo investigada no caso da morte de Renée Good é justamente o agente federal que efetuou os disparos.

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