Inflação Fecha 2025 no Brasil em 4,26%, o Menor Patamar em Sete Anos e Abaixo do Teto da Meta
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Nesta sexta-feira (09/01), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou o ano de 2025 em 4,26%, o menor resultado anual desde 2018 (3,75%) e abaixo do teto da meta de inflação, que é de 4,5%. A desaceleração foi puxada principalmente pela forte queda nos preços dos alimentos, enquanto os gastos com habitação, como energia elétrica, exerceram pressão de alta.

O acumulado do ano de 2025 representa uma redução de 0,57 ponto percentual em relação ao índice de 2024, que foi de 4,83%. De acordo com o gerente da pesquisa, Fernando Gonçalves, este é o quinto menor resultado da série histórica iniciada com o Plano Real, há 31 anos. O dado de dezembro/2025, por sua vez, ficou em 0,33%, acima dos 0,18% de novembro, mas abaixo dos 0,52% registrados em dezembro do ano anterior.
A principal força para a desaceleração anual veio do grupo Alimentação e Bebidas, o de maior peso no índice. Ele passou de uma alta de 7,69% em 2024 para 2,95% em 2025. Especificamente, os alimentos consumidos em domicílio tiveram uma variação de apenas 1,43% no ano, após seis meses consecutivos de queda (de junho a novembro), acumulando uma deflação de 2,69% nesse período. Itens como arroz (-26,56%) e leite longa vida (-12,87%) tiveram impactos negativos expressivos no índice geral.
Em contrapartida, o grupo Habitação foi o que mais pressionou a inflação em 2025, acelerando de 3,06% para 6,79% e respondendo sozinho por 1,02 ponto percentual do resultado do ano. O maior vilão individual foi a energia elétrica residencial, que subiu 12,31% no acumulado anual e impactou o IPCA em 0,48 ponto percentual, devido a reajustes tarifários e à maior incidência de bandeiras tarifárias amarela e vermelha, diferentes do cenário de oito meses de bandeira verde (sem custo extra) em 2024.
Outros grupos que registraram altas significativas foram Educação (6,22%), Despesas Pessoais (5,87%) e Saúde e Cuidados Pessoais (5,59%). Juntos, esses quatro grupos (incluindo Habitação) foram responsáveis por aproximadamente 64% da inflação do ano. O grupo Transportes subiu 3,07% no ano, influenciado em dezembro por aumentos no transporte por aplicativo (13,79%) e nas passagens aéreas (12,61%).
Regionalmente, Vitória teve a maior inflação acumulada em 2025 (4,99%), pressionada pela energia elétrica e planos de saúde, enquanto Campo Grande registrou a menor (3,14%), beneficiada por quedas no arroz, frutas e carnes. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias de baixa renda (até 5 salários mínimos), fechou 2025 em 3,90%, também em níveis menores que os de 2024. O próximo resultado do IPCA, referente a janeiro de 2026, será divulgado em 10 de fevereiro.




















































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