Irã anuncia prisões de líderes armados após distúrbios e reforça ações de inteligência em Teerã
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- 14 de jan.
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O Ministério da Inteligência do Irã informou nesta quarta-feira (14) que operações de segurança resultaram na identificação e prisão de líderes armados envolvidos nos recentes distúrbios registrados na capital e em outras regiões do país. Segundo as autoridades, as ações contaram com cooperação popular e ocorreram após protestos econômicos que evoluíram para episódios de violência.

De acordo com o Ministério da Inteligência, locais públicos e religiosos, além de integrantes das forças de segurança, foram alvo de ataques coordenados em ao menos sete pontos estratégicos de Teerã durante os distúrbios. As autoridades afirmam que grupos envolvidos incendiaram duas mesquitas, bloquearam uma das principais rodovias da capital e mataram dois membros das forças voluntárias Basij.
O chefe da polícia iraniana informou que 297 pessoas foram identificadas e detidas por participação em atos de vandalismo e destruição de patrimônio público. Além disso, operações recentes resultaram na morte de dois indivíduos classificados como terroristas e deixaram outros 17 feridos, segundo balanço oficial.
Durante as ações, a polícia apreendeu armas de fogo, armas brancas e materiais explosivos em esconderijos utilizados pelos grupos investigados. As autoridades também anunciaram a abertura de 20 processos relacionados a supostas ligações dos detidos com organizações classificadas pelo governo iraniano como terroristas e associadas a Israel.
Em paralelo às operações de segurança, está prevista para a tarde desta quarta-feira, em Teerã, uma cerimônia fúnebre em homenagem a cerca de 100 pessoas mortas durante os distúrbios. As vítimas incluem civis e agentes de segurança, conforme informou Ahmad Mousavi, chefe da Fundação dos Mártires.
Segundo Mousavi, os mortos foram atingidos por diferentes tipos de armas, incluindo armamentos de combate, armas de caça e objetos cortantes. As autoridades atribuem as mortes a confrontos ocorridos durante os episódios de violência que sucederam manifestações inicialmente pacíficas.
O governo iraniano sustenta que os protestos tiveram origem em dificuldades econômicas, mas afirma que declarações de autoridades dos Estados Unidos e de Israel teriam contribuído para a escalada da tensão. De acordo com Teerã, grupos armados passaram a atuar durante as manifestações, causando vítimas e danos materiais.
A inteligência iraniana afirma que há indícios de apoio externo — incluindo suporte logístico e financeiro — aos grupos envolvidos nos confrontos. Autoridades também avaliam que os distúrbios fazem parte de uma tentativa de pressionar o país após confrontos militares recentes na região.
Por fim, representantes do governo reiteraram que o Irã segue adotando medidas para enfrentar problemas econômicos internos, ao mesmo tempo em que afirma não tolerar ações violentas ou tentativas de desestabilização durante protestos.



















































