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Irã classifica sanções dos EUA e aliados como "crimes contra a humanidade"

O Irã afirmou que as sanções unilaterais impostas pelos Estados Unidos e por países aliados devem ser reconhecidas como “crimes contra a humanidade” e pediu coordenação entre os países sancionados para elaborar uma resposta coletiva. A declaração foi feita pelo Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, em postagem na rede social X, citando estudo da revista médica britânica The Lancet que aponta a letalidade das medidas coercitivas.


Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi
Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi

Segundo Araghchi, desde a década de 1970, cerca de 500 mil pessoas, principalmente crianças e idosos, teriam morrido anualmente devido às sanções. O estudo publicado na The Lancet associa as medidas de pressão a aproximadamente 564 mil mortes anuais entre 1971 e 2021, número superior ao das mortes em conflitos armados no mesmo período. Outra pesquisa da The Lancet Global Health indica que sanções econômicas direcionadas à ajuda ao desenvolvimento aumentaram em 3,1% a mortalidade infantil e em 6,4% a mortalidade materna anualmente entre 1990 e 2019.


O Irã enfrenta sanções dos EUA desde a Revolução Islâmica de 1979, que incluíram congelamento de ativos e restrições ao comércio. As medidas se intensificaram ao longo das décadas, especialmente relacionadas ao programa nuclear, com embargos ao petróleo e setor financeiro, também sancionados pela ONU. O acordo nuclear de 2015 levou a um alívio parcial das restrições, mas em 2018 os EUA saíram do pacto e retomaram sanções severas sob a estratégia de “pressão máxima”, impactando a economia iraniana e o acesso a bens essenciais.


Recentemente, Alemanha, França e Reino Unido alertaram que podem reativar automaticamente sanções internacionais contra o Irã até o final de agosto, caso não haja acordo sobre o programa nuclear.

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