"Israel não está pronto para novo confronto militar com o Irã." Afirma ex-ministro da Defesa israelense
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O ex-ministro da Defesa de Israel e líder do partido Yisrael Beitenu, Avigdor Lieberman, afirmou que Israel não está preparado para enfrentar uma nova guerra contra o Irã. Em declarações feitas nesta semana, ele avaliou que a estratégia defensiva israelense está defasada e que a frente interna permanece vulnerável diante da capacidade militar demonstrada por Teerã em confrontos recentes.

Avigdor Lieberman declarou, durante reunião semanal de sua bancada parlamentar, que os ataques realizados pelo Irã durante a guerra de 12 dias, em junho de 2025, evidenciaram fragilidades na defesa israelense. Segundo ele, os eventos daquele período mostraram que Teerã possui capacidade operacional para atingir alvos estratégicos com precisão.
De acordo com o político, os mísseis iranianos lançados durante o conflito não tiveram caráter aleatório. Ele afirmou que os alvos foram escolhidos de forma deliberada, incluindo instalações consideradas estratégicas para Israel. Lieberman citou como exemplo o ataque ao Instituto Weizmann de Ciências, que, segundo informações divulgadas após o confronto, teve cerca de 50 laboratórios danificados.

Lieberman reconheceu a 'superioridade' da Força Aérea israelense, mas ressaltou que os recentes combates também expuseram o poder dos mísseis balísticos iranianos, citando modelos como Emad-1, Shahab-3 e Khorramshahr. Segundo ele, a combinação entre alcance, precisão e volume desses armamentos representa um desafio significativo para os sistemas de defesa existentes.
O ex-ministro também criticou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e afirmou que, apesar de relatos de que o chefe de governo teria solicitado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o adiamento de novas ações militares contra o Irã, Israel ainda não estaria em condições adequadas para um novo enfrentamento direto.
Segundo Lieberman, desde o encerramento da guerra de 12 dias, o Irã vem trabalhando para aprimorar a qualidade e a eficiência de seus mísseis balísticos, o que tornaria impossível prever todos os alvos potenciais ou garantir a evacuação completa de áreas sensíveis em caso de novos ataques.
Autoridades iranianas, por sua vez, têm declarado que as capacidades defensivas e ofensivas do país foram fortalecidas após o conflito. Representantes militares do Irã afirmaram publicamente que qualquer nova agressão resultaria em uma resposta considerada mais severa.
O confronto de 12 dias teve início em 13 de junho de 2025, quando Israel lançou ataques contra alvos militares, nucleares e civis em território iraniano. Uma semana depois, os Estados Unidos se juntaram à ofensiva, bombardeando três instalações nucleares do Irã. Em resposta, Teerã atacou alvos estratégicos em Israel e a base aérea americana de Al-Udeid, no Catar, com mísseis balísticos e drones, levando as partes a aceitarem um cessar-fogo em 24 de junho.



















































