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Itália, França e Alemanha sinalizam retomada de diálogo com a Rússia

Atualizado: 18 de jan.

O Kremlin afirmou nesta quinta-feira (16) que identificou sinais vindos da Itália, França e Alemanha indicando a necessidade de retomar o diálogo com a Rússia como caminho para a estabilidade europeia. Segundo o porta-voz Dmitry Peskov, a mudança representa um possível reposicionamento estratégico de países que, até recentemente, rejeitavam qualquer negociação com Moscou.


Vladimir Putin
Vladimir Putin

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou a jornalistas em Moscou que o governo russo considera positivas as recentes manifestações de líderes europeus favoráveis à retomada do diálogo político com a Rússia. As declarações, segundo ele, partiram principalmente de Paris, Roma e, de forma considerada inesperada, também de Berlim.


De acordo com Peskov, os pronunciamentos europeus indicam o reconhecimento de que a estabilidade no continente depende de canais de comunicação com Moscou. Ele afirmou que essa avaliação está alinhada com a posição russa, que defende o diálogo como instrumento central para a segurança regional.


O representante do Kremlin ressaltou que, em um passado recente, capitais europeias descartavam qualquer possibilidade de negociação, adotando discursos centrados exclusivamente na ideia de derrotar a Rússia. Para Peskov, essas posições eram irrealistas e desconectadas da complexidade do cenário geopolítico europeu.

O porta-voz afirmou ainda que resta observar como essas sinalizações se traduzirão em ações concretas, destacando que mudanças retóricas nem sempre resultam em alterações práticas de política externa.


Peskov também mencionou que canais de diálogo já foram estabelecidos entre a Rússia e os Estados Unidos. Segundo ele, Moscou reconhece e valoriza os esforços norte-americanos nesse sentido, apontando que iniciativas de comunicação podem contribuir para reduzir tensões e evitar escaladas no cenário internacional.


As declarações do Kremlin ocorrem em um contexto de reavaliação diplomática na Europa, em meio as ameças do presidente dos EUA, Donald Trump, que trouxe novamente ao debate a anexação da Groenlândia.



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