Kataib Hezbollah iraquiano ameaça “guerra total” em caso de ataque ao Irã
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O Kataib Hezbollah iraquiano afirmou que responderá com uma “guerra total” caso o Irã seja atacado, em meio ao reforço da presença militar dos Estados Unidos no Oriente Médio. O alerta foi feito por Abu Hussein al-Hamidawi, líder do partido no Iraque, em comunicado divulgado no fim de semana. Segundo ele, combatentes do grupo devem se preparar para um cenário de guerra, caso ocorram ataques contra o Irã. O dirigente afirmou que uma ofensiva contra Teerã não seria rápida nem simples e teria consequências severas para os envolvidos.
Em tom duro, al-Hamidawi declarou que forças hostis estariam se organizando para enfraquecer o Irã, descrito por ele como um pilar estratégico do mundo muçulmano. O líder advertiu que qualquer tentativa de agressão resultaria em uma resposta ampla, com custos elevados para os adversários na região.
Diferentemente de episódios anteriores, como os ataques registrados no ano passado atribuídos a Israel e aos Estados Unidos, o dirigente sugeriu que, desta vez, aliados do Irã estariam dispostos a atuar de forma coordenada. Ele destacou a necessidade de apoio militar por parte do Eixo da Resistência, que reúne grupos armados aliados de Teerã no Oriente Médio.

O Kataib Hezbollah integra as Forças de Mobilização Popular do Iraque, coalizão criada em 2014 para combater o avanço do grupo Estado Islâmico. Desde então, tornou-se uma das principais organizações armadas com influência política e militar no país, mantendo vínculos próximos com o Irã.
Em conversa telefônica com o primeiro-ministro iraquiano, Mohammed Shia al-Sudani, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, defendeu que o Iraque mantenha distância do Irã e evite ser arrastado para conflitos regionais. Segundo o Departamento de Estado, Rubio afirmou que um governo excessivamente alinhado a Teerã não conseguiria priorizar os interesses iraquianos nem garantir estabilidade.
As declarações ocorrem em um momento de crescente tensão entre Washington e Teerã. No início do mês, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou estar observando o Irã “muito de perto” e confirmou o envio de uma grande força naval para o Oriente Médio, como medida preventiva.
Apesar de, posteriormente, ter adotado um tom mais moderado, indicando que poderia suspender ataques mediante garantias iranianas, o governo dos EUA manteve o deslocamento de um grupo de ataque de porta-aviões para a região, reforçando sua presença militar no Golfo.
O aumento das tensões já provoca efeitos práticos. Nos últimos dias, companhias aéreas suspenderam voos para diversos destinos do Oriente Médio, incluindo Israel, diante do risco de escalada do conflito.
Autoridades iranianas reiteraram que o país buscará soluções diplomáticas, mas responderá de forma firme a qualquer violação de sua soberania. O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que as Forças Armadas estão preparadas para reagir a ataques, enquanto acompanham de perto as movimentações militares estrangeiras na região.






























































