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Autoridades do Irã classificam manifestantes armados como “grupos urbanos quase terroristas”

Teerã, 10 jan. 2026 — O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, afirmou na noite de sexta-feira (9) que manifestantes que pegaram em armas contra forças de segurança fazem parte de “grupos urbanos quase terroristas” organizados por inimigos externos. Larijani disse que a violência desviou protestos econômicos legítimos e anunciou que forças de segurança e o Judiciário vão agir sem tolerância.


Forças Especiais do Irã (NOPO). ©IFP
Forças Especiais do Irã (NOPO). ©IFP

Larijani declarou que, após falharem em derrotar o Irã na guerra de 12 dias em junho de 2025, adversários externos mudaram de tática e buscaram explorar protestos de comerciantes e trabalhadores para fomentar distúrbios armados, incluindo ataques com armas e coquetéis molotov. Ele afirmou que esses grupos teriam tentado invadir centros militares e policiais para obter armamento e provocar uma guerra civil.


O secretário de segurança disse que o Judiciário e as forças de segurança responderão com firmeza a quem atacar instalações governamentais ou ameaçar a ordem pública, classificando atos violentos e sabotagem como inaceitáveis e não representativos dos protestos pacíficos por melhores condições de vida.



Na manhã de sexta-feira, o líder da Revolução Islâmica, aiatolá Seyed Ali Khamenei, também criticou os protestos violentos, dizendo que vândalos destruíram propriedades públicas e privadas e acusou países estrangeiros, incluindo os Estados Unidos, de incitar a desordem para enfraquecer a unidade nacional.


"O presidente dos EUA tem o sangue de mais de mil iranianos em suas mãos." Afirmou Khamenei, acrescentando que o Irã não recuará diante de tais desafios e conclamou a juventude a manter unidade e vigilância.

Repercussões internas

Autoridades iranianas relatam incêndios em prédios públicos e confrontos em várias cidades, e há relatos de que a Guarda Revolucionária e as Forças Armadas intensificaram ações para proteger infraestrutura estratégica e enfrentar o que consideram ameaças à segurança nacional no contexto dos protestos.

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