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Movimento indígena no Equador denuncia rede de espionagem estatal contra lideranças sociais

O Movimento Indígena e Camponês de Cotopaxi (MICC) denunciou a existência de uma rede de espionagem estatal direcionada a líderes sociais no Equador. A acusação se apoia em informações obtidas de celulares de três policiais detidos na comunidade de San Ignacio, supostamente envolvidos em operações de vigilância contra o dirigente indígena Leonidas Iza.


Manifestações campesinas no Equador. ©PAOLA PAREDES
Manifestações campesinas no Equador. ©PAOLA PAREDES

Segundo o MICC, os aparelhos continham milhares de mensagens e registros que detalham “operações secretas” de monitoramento. O material indicaria a infiltração de agentes e até de jornalistas para elaborar relatórios sobre atividades de líderes sindicais, estudantis e sociais.


Entre os nomes mencionados como alvos dessas práticas estão Andrés Quishpe, da União Nacional de Educadores; Nery Padilla, da Federação de Estudantes Universitários; Edwin Bedoya, da Frente Unida dos Trabalhadores; e José Villavicencio, da União Geral dos Trabalhadores. O movimento classificou o esquema como um “plano sistemático” de perseguição política destinado a enfraquecer a mobilização social.


A organização destacou que a justiça indígena já abriu um processo contra os três policiais detidos, que teriam confirmado a vigilância sobre Leonidas Iza, ex-presidente da Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (CONAIE). A análise das mais de cinco mil conversas encontradas aponta, ainda, para tentativas de infiltração associadas a meios de comunicação, como o Wilar RTV.

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