Netanyahu acusa Casa Branca de negociar em segredo com Teerã
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O primeiro‑ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, voltou a expor fissuras na aliança com os Estados Unidos ao suspeitar que a Casa Branca estaria mantendo contactos não divulgados com o Irã para negociar um possível cessar‑fogo. A suspeita foi relatada pelo canal israelense Channel 12 nesta quinta‑feira, 5 de março de 2026, com base em informações obtidas pela inteligência de Tel Aviv. Netanyahu exigiu esclarecimentos da administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre eventuais contactos com o governo de Teerã.

Fontes israelenses ouvidas pelo meio informaram que, “esta semana” os serviços de inteligência receberam dados que levantaram suspeitas de contactos entre representantes iranianos e a administração estadunidense sobre um cessar‑fogo. Netanyahu teria então pedido diretamente à Casa Branca um esclarecimento oficial sobre o assunto. A repercussão da consulta demonstra a desconfiança existente entre aliados próximos no curso de uma campanha militar ampla que se intensificou desde que Israel foi atacado em várias frentes e respondeu com ofensivas aéreas e terrestres contra o território iraniano. [1]
Relatos adicionais sugerem que agentes do Ministério da Inteligência iraniano sinalizaram à CIA abertura para discutir o fim das hostilidades por meio de intermediários — mensagens que teriam sido vistas em Washington, mas sem reciprocidade formal por parte dos Estados Unidos, de acordo com reportagem do New York Times citada pela Reuters. A oferta, enviada via agências de espionagem de um país não identificado, teria ocorrido dias antes do pedido de esclarecimentos por Netanyahu. [2]
A própria administração estadunidense, conforme relatos alternativos publicados por veículos internacionais, afirmou que não há “conversas pelas costas” com o Irã, e que a coordenação com Israel permanece “muito próxima”, especialmente entre enviados especiais e autoridades de defesa estadunidenses. Mesmo assim, a divulgação pública da susposta iniciativa iraniana e a exigência de explicações de Netanyahu expõem tensões no interior da aliança militar, que vem promovendo ataques conjuntos e unilaterais contra o Irã. [3]
A suspeita israelense surge num momento em que o conflito envolvendo Israel, os Estados Unidos e o Irã domina a agenda geopolítica no Oriente Médio, com implicações para os mercados globais e relações internacionais. A transparência sobre negociações de cessar‑fogo ou diálogos diplomáticos é central para a evolução das hostilidades, uma vez que anteriores tentativas de trégua — inclusive anunciadas pelo presidente Donald Trump em 2025 — geraram controvérsia e negações de ambas as partes envolvidas. [4]

























