Donald Trump, Invoca Doutrina Monroe Para Justificar Sequestro de Maduro e Anuncia Nova "Doutrina Donroe"
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Em 09 de janeiro, a partir de Washington DC, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, justificou o sequestro do líder venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, em Caracas no dia 3, invocando a histórica Doutrina Monroe e anunciando uma nova política externa batizada de "doutrina Donroe". A ação, que acusa Maduro sem apresentar provas públicas, reafirma a intenção de dominação estadunidense no Hemisfério Ocidental e sinaliza possíveis operações similares contra outros governos.
Em declarações realizadas poucas horas após a operação militar em Caracas, Trump afirmou que as ações de Maduro constituíam uma "violação grave dos princípios centrais da política externa americana, que existem há mais de dois séculos". Ele explicitamente citou a Doutrina Monroe, estabelecida em 1823 para prevenir o colonialismo europeu e afirmar a influência dos EUA nas Américas, e declarou que sua administração a havia "superado por muito", renomeando-a como "doutrina Donroe".

A fundamentação para a ação violenta foi baseada em acusações não comprovadas de que Maduro estaria envolvido com o tráfico de drogas. O governo Trump havia sinalizado previamente essa guinada doutrinária. Em dezembro, uma postagem no site da Casa Branca, como parte das comemorações do 250º aniversário do país, já anunciava um "Corolário Trump" à Doutrina Monroe, afirmando que o povo americano – e não "nações estrangeiras ou instituições globalistas" – controlaria o destino do hemisfério.
Esta reinterpretação agressiva da doutrina histórica encontra eco no "Corolário Roosevelt" de 1904, que autorizava os EUA a atuarem como uma força policial na América Latina, justificando intervenções militares no século passado. A linguagem atual, porém, é considerada mais direta e expansionista. A Estratégia de Segurança Nacional do governo, emitida em novembro, também faz referência à doutrina, e Trump confirmou a intenção de manter uma presença duradoura na Venezuela, com interesse declarado nos recursos naturais do país, como o petróleo.
Analistas observam que a operação, realizada de forma aberta e não secreta, marca uma ruptura com os métodos tradicionais de intervenção indireta. O sequestro de Maduro ocorre em um contexto global de fadiga com guerras prolongadas e imperialismo, mas também de competição por recursos naturais, evidenciada pela corrida militar no Ártico. A postura de Trump sugere uma política externa que prioriza a afirmação unilateral de poder e o controle de recursos estratégicos, potencialmente estendendo-se para além da América Latina, com a Groenlândia sendo citada como outro possível alvo de interesse. A ação na Venezuela é vista por críticos como uma manobra para desviar a atenção de desafios domésticos, como a economia e o sistema de saúde, levantando preocupações sobre uma nova era de intervencionismo militar declarado sob a justificativa da "Doutrina Donroe".




















































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