O nazismo do Século XXI
- André Lobão

- há 21 horas
- 3 min de leitura
ARTIGO DE OPINIÃO
POR ANDRÉ LOBÃO
O ano de 2026 começa mais quente que o verão carioca. O sequestro do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro pelo governo estadunidense, combinada com um ataque de helicópteros da capital Caracas, mostra que a humanidade vive sob tempos de tensão e uma nova era de autoritarismo semelhante ao período que antecedeu a 2ª Guerra Mundial nos anos 1930.
Naqueles anos de ascensão do nazismo, Hitler em sua cavalgada tirana anexou a Áustria (1938), Tchecoslováquia (1939), partes da Polônia (1939), e invadiu outros países como França, Noruega, Dinamarca, Holanda, Bélgica, França e Grécia estabelecendo governos fantoches.

Depois de 85 anos, no século XXI, o mundo vive o jugo de um capitalismo fascista e sionista capitaneado por Donald Trump e Benjamin Netanyahu, promovendo ações de destabilização contra governos que não seguem a doutrina colonizadora, sendo sua ação mais sanguinária o genocídio contra o povo palestino a partir de Gaza, com quase 70 mil mortos em dois e meio, desde 7/10/23.
Guerra comercial contra a China e países do BRICS, financiamento de uma guerra por procuração na Ucrânia contra a Rússia, e um iminente novo ataque contra o Irã, só exemplificam a condição de uma conflagração armada global.
Assim como a Alemanha nazista, os EUA/sionismo implantam uma política de busca e controle sobre recursos naturais. O principal objetivo do avanço nazista sobre a União Soviética era esse.
Não é só petróleo
O acesso ilimitado ao petróleo, gás, minerais e água é a chave para garantir maiores ganhos para sua burguesia, assim como no atual contexto geopolítico. Quando Trump fala sobre as chamadas “Terras Raras” é exatamente isso. Comprovadamente, a América Latina, principalmente o Brasil, detém a segunda maior reserva do mundo, com 23%. As bigtechs, empresa de tecnologia da informação, têm grande interesse nesses recursos naturais. Essas empresas são os maiores apoiadores do projeto político fascista do trumpismo. São essas bigtechs que reverberam diariamente o discurso de ódio e dão visibilidade à extrema direita.
Essas mesmas bigtechs desenvolvem projetos de controle social a partir da Palestina ocupada. Isso mais do que nunca confirma como mais do nunca como os interesses do imperialismo global e do sionismo formam um único corpo.
A própria presidenta interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou isso em seu discurso à nação após a confirmação do sequestro de Maduro.
Uma nova eugenia sendo colocada em prática
Por fim, as semelhanças e coincidências dos planos trumpistas com o nazista não ficam somente na busca de recursos naturais. No início do atual mandato, o presidente estadunidense assinou dois decretos para aumentar o número de cidadãos nascidos nos EUA. O primeiro reduz os custos da fertilização in vitro e outro para acabar com o direito à cidadania para filhos de imigrantes ilegais nascidos em território yankee.
Para especialistas essa política engendra o caminho da eugenia, na criação dos chamados cidadãos puros.

Em 2020, o noticiário internacional, a partir de uma reportagem da AFP apresentava uma denúncia sobre um médico que atuava em um centro de detenção no Estado da Geórgia do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE), acusado de realizar histerectomias (extração uterina) em imigrantes latinas sem o consentimento das próprias. A matéria informava que os procedimentos ocorreram em 2019, último ano do primeiro mandato de Trump, atribuindo as denúncias sobre extrações uterinas à enfermeira Dawn Wooten que vazou informações na Prisão de Imigração de Irwin, administrada por uma empresa privada.
Em 2013, o Estado de Israel admitiu que ordenou que médicos injetassem anticoncepcionais (Depo-Provera) em mulheres etiope-judias antes destas migrarem para Israel. O programa de TV Vácuo da estatal israelense IETV, e reportagens do Jornal Haaretz denunciaram o programa massivo de esterilização involuntária. A prática foi reconhecida pelo Ministério da Saúde de Israel.
É impossível dissociar as práticas do Estado sionista com as do Estado estadunidense, o ente e o objetivo é um só.




















































Comentários