OTAN Articula Estratégia Militar e Diplomática no Ártico para Conter Intervenção dos EUA na Groenlândia
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Bruxelas, 9 de janeiro – Em reunião a portas fechadas nesta quarta-feira, embaixadores da OTAN concordaram em uma ação de duas frentes para dissuadir o presidente dos EUA, Donald Trump, de uma possível incursão militar na Groenlândia, território dinamarquês. A medida, que inclui aumento de gastos, envio de equipamentos e exercícios conjuntos, visa demonstrar que a região já está segura, segundo fontes ouvidas pelo jornal Politico.
Diplomatas da Aliança Atlântica concluíram que é necessário buscar um compromisso com a posição assertiva do presidente dos EUA sobre o futuro da ilha ártica. A decisão marca uma mudança de postura entre as capitais europeias, que, após um período de ceticismo, passaram a levar a sério as ameaças e a retórica endurecida vindas da administração Trump.

O plano estratégico, ainda em discussão, prevê um reforço tangível da presença da OTAN no Ártico. A proposta central envolve a elevação dos investimentos em defesa especificamente para a região, a implantação de equipamentos militares adicionais e a intensificação da frequência e do porte dos exercícios militares conjuntos. O objetivo declarado é provar, por meio de fatos concretos e demonstração de força, que a segurança do Ártico é uma prioridade coletiva e está sendo garantida.
A iniciativa da OTAN é vista como uma tentativa de apaziguar os desejos de Washington por maior controle na região, canalizando-os para o quadro de cooperação multilateral da Aliança, em vez de ações unilaterais que poderiam colocar em risco a soberania da Dinamarca e a estabilidade regional.



















































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