Pahlavi defende guerra total contra o Irã e pede intervenção militar de EUA e Israel
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- 20 de jan.
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Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã, voltou a defender publicamente uma ofensiva militar contra o país e convocou Estados Unidos e Israel a declararem guerra. Em entrevista à Fox News, afirmou que um “ataque decisivo” poderia derrubar o atual governo iraniano, declarações que geraram novas reações e ocorrem em meio a recentes episódios de violência e acusações mútuas entre Teerã e potências estrangeiras.
Reza Pahlavi, que vive nos Estados Unidos, afirmou não se importar com quem conduziria a ofensiva contra o Irã. “Pode ser um ataque dos EUA. Pode ser um ataque israelense. Pode ser qualquer coisa”, declarou durante a entrevista, defendendo uma ação militar ampla após o que descreveu como fracasso de iniciativas internacionais de “mudança de regime”.
Segundo Pahlavi, uma operação militar eficaz deveria atingir não apenas alvos específicos, mas todo o aparato de segurança e as instituições militares iranianas. Para ele, apenas uma ofensiva de grande escala seria capaz de alterar o cenário político interno e provocar a queda do governo estabelecido após a Revolução Islâmica de 1979.

As declarações foram feitas após uma série de episódios violentos registrados recentemente no Irã. De acordo com autoridades iranianas, grupos armados atacaram agentes de segurança e incendiaram propriedades públicas e privadas em Teerã e em outras cidades, incluindo lojas, ônibus e mesquitas. O governo iraniano classificou os atos como terrorismo e anunciou a prisão de supostos líderes envolvidos.
Teerã atribuiu os distúrbios à atuação direta de Estados Unidos e Israel, alegando que manifestantes armados teriam recebido treinamento e apoio de serviços de inteligência estrangeiros. As acusações foram reiteradas por autoridades do país, que rejeitam qualquer legitimidade a apelos por intervenção externa.
Pahlavi já havia apoiado publicamente ações militares contra o Irã em junho de 2025, quando ataques atribuídos a Israel e aos Estados Unidos deixaram cerca de 1.100 mortos, segundo estimativas divulgadas à época. Ele classificou aquelas ofensivas como uma oportunidade para enfraquecer a República Islâmica, mesmo diante do impacto sobre a população civil.
Relatórios divulgados em 2025 indicaram ainda a existência de campanhas coordenadas nas redes sociais, em língua persa, associadas a fontes ligadas ao governo israelense, que buscavam promover Pahlavi como principal líder da oposição iraniana. As investigações apontaram o uso de contas falsas e conteúdos gerados por inteligência artificial, sem que a iniciativa tivesse obtido apoio significativo dentro do Irã.
Até o momento, nem o governo dos Estados Unidos nem o de Israel anunciaram mudanças oficiais de política em resposta às declarações de Pahlavi. O governo iraniano, por sua vez, mantém o discurso de condenação à ingerência estrangeira e afirma que responderá a qualquer agressão externa conforme suas estratégias de defesa nacional.



















































