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Pahlavi defende guerra total contra o Irã e pede intervenção militar de EUA e Israel

Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã, voltou a defender publicamente uma ofensiva militar contra o país e convocou Estados Unidos e Israel a declararem guerra. Em entrevista à Fox News, afirmou que um “ataque decisivo” poderia derrubar o atual governo iraniano, declarações que geraram novas reações e ocorrem em meio a recentes episódios de violência e acusações mútuas entre Teerã e potências estrangeiras.


Reza Pahlavi, que vive nos Estados Unidos, afirmou não se importar com quem conduziria a ofensiva contra o Irã. “Pode ser um ataque dos EUA. Pode ser um ataque israelense. Pode ser qualquer coisa”, declarou durante a entrevista, defendendo uma ação militar ampla após o que descreveu como fracasso de iniciativas internacionais de “mudança de regime”.

Segundo Pahlavi, uma operação militar eficaz deveria atingir não apenas alvos específicos, mas todo o aparato de segurança e as instituições militares iranianas. Para ele, apenas uma ofensiva de grande escala seria capaz de alterar o cenário político interno e provocar a queda do governo estabelecido após a Revolução Islâmica de 1979.


Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã. ARQUIVO
Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã. ARQUIVO

As declarações foram feitas após uma série de episódios violentos registrados recentemente no Irã. De acordo com autoridades iranianas, grupos armados atacaram agentes de segurança e incendiaram propriedades públicas e privadas em Teerã e em outras cidades, incluindo lojas, ônibus e mesquitas. O governo iraniano classificou os atos como terrorismo e anunciou a prisão de supostos líderes envolvidos.


Teerã atribuiu os distúrbios à atuação direta de Estados Unidos e Israel, alegando que manifestantes armados teriam recebido treinamento e apoio de serviços de inteligência estrangeiros. As acusações foram reiteradas por autoridades do país, que rejeitam qualquer legitimidade a apelos por intervenção externa.


Pahlavi já havia apoiado publicamente ações militares contra o Irã em junho de 2025, quando ataques atribuídos a Israel e aos Estados Unidos deixaram cerca de 1.100 mortos, segundo estimativas divulgadas à época. Ele classificou aquelas ofensivas como uma oportunidade para enfraquecer a República Islâmica, mesmo diante do impacto sobre a população civil.


Relatórios divulgados em 2025 indicaram ainda a existência de campanhas coordenadas nas redes sociais, em língua persa, associadas a fontes ligadas ao governo israelense, que buscavam promover Pahlavi como principal líder da oposição iraniana. As investigações apontaram o uso de contas falsas e conteúdos gerados por inteligência artificial, sem que a iniciativa tivesse obtido apoio significativo dentro do Irã.


Até o momento, nem o governo dos Estados Unidos nem o de Israel anunciaram mudanças oficiais de política em resposta às declarações de Pahlavi. O governo iraniano, por sua vez, mantém o discurso de condenação à ingerência estrangeira e afirma que responderá a qualquer agressão externa conforme suas estratégias de defesa nacional.

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