Paquistão anuncia retaliação “no momento, lugar e da forma que julgarem adequados”.
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- 7 de mai. de 2025
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A escalada de tensões entre Índia e Paquistão atingiu um novo patamar nesta quarta-feira (7), após o governo paquistanês autorizar suas forças armadas a responder com força total aos ataques indianos que deixaram ao menos 31 mortos na Caxemira controlada por Islamabad. A ofensiva indiana, realizada durante a madrugada, também atingiu alvos na província do Punjab, resultando em mais 16 vítimas fatais, incluindo mulheres e crianças.

A reação do Paquistão veio em forma de uma declaração oficial do primeiro-ministro Shehbaz Sharif, que classificou os ataques indianos como “um ato flagrante de guerra” e prometeu vingança. O Conselho de Segurança Nacional paquistanês deu carta branca ao exército para defender a soberania do país “no momento, lugar e da forma que julgarem adequados”.

Do lado indiano, o Ministério da Defesa justificou a operação militar como resposta a um atentado ocorrido no final de abril na Caxemira administrada pela Índia, que vitimou 25 turistas hindus e um guia local. Nova Délhi acusa o Paquistão de apoiar grupos islamistas como Lashkar-e-Taiba e Jaish-e-Mohammed, apontados como responsáveis por diversos ataques em território indiano.
Segundo autoridades indianas, ao menos nove locais usados como centros de treinamento e planejamento por esses grupos foram bombardeados, em uma ação que o governo descreveu como “cirúrgica, proporcional e não escalatória”.
Já Islamabad nega a existência de qualquer estrutura terrorista em seu território e acusa a Índia de violar deliberadamente sua soberania, alimentando o risco de uma guerra de grandes proporções entre duas potências nucleares.
O vice-premiê paquistanês e chanceler, Ishaq Dar, lamentou a omissão da comunidade internacional diante do conflito iminente. Em entrevista ao The Guardian, ele declarou que a crise “não é apenas um problema regional, mas uma ameaça global”, alertando para as consequências econômicas e políticas que um confronto total poderia desencadear além das fronteiras do Sul da Ásia.
A tensão revive o clima beligerante de 2019, quando os dois países estiveram à beira de uma guerra após outro incidente na Caxemira. Agora, com ambos os lados armados e autorizados a atacar, a diplomacia internacional parece hesitar, deixando o destino da região nas mãos de líderes que se dizem dispostos a morrer — e matar — por soberania.



































