Paramilitares do Sudão lamentam confronto mortal com tropas do Chade
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- 21 de jan.
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As Forças de Apoio Rápido (RSF), grupo paramilitar do Sudão envolvido em um conflito interno que já deslocou milhões, expressaram pesar pelos confrontos com tropas do Chade na fronteira, que deixaram sete soldados chadianos mortos. Em comunicado, a RSF classificou o episódio como um erro não intencional durante operações de campo e afirmou respeito à soberania chadiana.

As Forças de Apoio Rápido (RSF) do Sudão disseram lamentar os confrontos com forças militares do Chade ocorridos na semana passada na fronteira entre os dois países, que resultaram na morte de sete soldados chadianos. Em nota divulgada em seu canal oficial no Telegram, o grupo caracterizou o episódio como um erro não intencional durante operações de campo.
O governo do Chade havia declarado que combatentes ligados à RSF cruzaram a fronteira sudanesa e entraram em confronto com suas tropas depois de ordem para retirada, resultando nos óbitos. A RSF afirmou que estava perseguindo tropas do Exército sudanês que, segundo seu relato, entraram no território chadiano com o objetivo de provocar discórdia.
No comunicado, a RSF declarou seu respeito pela soberania e pelas fronteiras internacionalmente reconhecidas do Chade e disse estar empenhada em continuar as investigações internas para responsabilizar eventuais culpados pelo incidente. O grupo também ofereceu condolências às famílias dos soldados mortos e desejou rápida recuperação aos feridos.

O episódio ocorre em meio a intensas tensões na região, em grande parte decorrentes da guerra civil que assola o Sudão desde abril de 2023 entre o Exército e as Forças de Apoio Rápido. O conflito já causou dezenas de milhares de mortes e deslocou cerca de 11 milhões de pessoas, segundo a ONU.
Estima-se que cerca de um milhão de refugiados sudaneses tenham buscado abrigo em território chadiano, pressionando recursos e acentuando a sensibilidade das relações entre os países vizinhos.
A fronteira entre Sudão e Chade tem sido palco de movimentos militares frequentes, e relatos anteriores indicam que tanto as Forças de Apoio Rápido quanto outras milícias têm operado nas áreas fronteiriças, alimentando temores de que o conflito interno sudanês possa transbordar para além de suas fronteiras.
A RSF tem sido alvo de críticas e condenações internacionais por relatos de massacres, execuções sumárias e outras atrocidades em várias regiões do Sudão, especialmente após a tomada da cidade de El-Fasher, no estado de Darfur, em 2025. Países e organizações multilaterais têm chamado atenção para a necessidade de conter a violência e restaurar a segurança na região.






























































