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Partido Comunista do Vietnã reelege To Lam

O Partido Comunista do Vietnã (PCV) reconduziu To Lam ao cargo de secretário-geral, a principal função política do país, após o encerramento do Congresso Nacional da legenda. No discurso após a confirmação do novo mandato, ele defendeu metas mais ambiciosas de crescimento econômico, incluindo a possibilidade de atingir 10% de alta do PIB e avançar no objetivo de tornar o Vietnã uma nação desenvolvida e de alta renda até 2045.


To Lam ©BÁO THANH NIÊN
To Lam ©BÁO THANH NIÊN


Ao fim do Congresso Nacional do Partido Comunista do Vietnã, To Lam foi reeleito nesta sexta-feira (23) como secretário-geral da sigla, posto considerado o mais poderoso do sistema político vietnamita. Lam ocupa a função desde 2024 e seguirá no comando pelos próximos cinco anos, em meio a uma agenda que combina reorganização interna do partido e metas econômicas mais elevadas para a próxima década.


Após o anúncio, o líder discursou diante de membros do Comitê Central do PCV, um dos órgãos centrais de decisão do partido. O evento contou com delegados da legenda e representantes diplomáticos credenciados no país, em uma cerimônia interpretada como demonstração de estabilidade política e continuidade administrativa. Durante o congresso, cerca de 1.600 delegados participaram do processo de escolha da nova estrutura dirigente. Eles elegeram os membros do Comitê Central, que então definiu os integrantes do Politburo — núcleo estratégico responsável pelas decisões mais sensíveis do partido. A partir desse grupo, o secretário-geral é escolhido, consolidando a liderança política do país.


O congresso também terminou antes do previsto. A reunião, inicialmente programada para seguir até domingo, foi encerrada antecipadamente, movimento visto por analistas e observadores como indicativo de consenso interno para manter To Lam no topo da hierarquia partidária, reduzindo sinais de disputa aberta na renovação de comando.


Em sua fala ao longo da semana, Lam defendeu uma estratégia de crescimento acelerado e afirmou que o Vietnã deve perseguir um salto de até 10% no Produto Interno Bruto em algum momento do novo período. A meta está acima de projeções mais conservadoras adotadas por organismos internacionais e reflete a intenção de intensificar reformas e elevar a produtividade do país.


O objetivo econômico está ligado a um plano de longo prazo: transformar o Vietnã em um país desenvolvido e de alta renda até 2045. A proposta envolve ampliar investimentos, destravar gargalos burocráticos e reorientar a economia para atividades de maior valor agregado, reduzindo a dependência de setores intensivos em mão de obra e reforçando tecnologia e infraestrutura.


A recondução de To Lam ocorre em um contexto de mudanças administrativas e reorganização do Estado promovidas desde sua chegada ao cargo, com cortes de postos no setor público e ações voltadas à disciplina interna do partido. Ao mesmo tempo, sua consolidação como figura central alimenta expectativas de que ele possa acumular outras posições formais de poder no futuro, cenário que levantaria debates sobre o equilíbrio tradicional de liderança coletiva do Vietnã.

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